Garota de quatorze anos usa creme de beleza, rejuvenesce quinze e volta pra barriga da mãe!

 

 

Afrodite da Silva, uma jovem pernambucana de quatorze anos, viu a propaganda de um creme de beleza que prometia rejuvenescer mulheres em quinze anos. Curiosa, comprou um frasco e aplicou no corpo todo. Em menos de quinze minutos a garota rejuvenesceu tanto que voltou pra barriga da mãe. O novo parto será mês que vem. A garota declarou que se voltar como homem adotará o nome de Severino.

É por isso que sou revoltado…

É por isso que sou revoltado…

 

– Vamos inquirir a testemunha. Seu nome?

– Joesley Batista.

– Hahahahahahahahahahaha. Ops, sorry, foi mal. É que fumei um cigarrinho de erva cidreira do meu filho que me deixou relaxadão. O nome é esse mesmo, né?. Tá anotado, hahahaha. Por que o senhor partiu pro crime?

– É porque eu sou revoltado com meu nome, Excelência. Joesley Batista lá é nome de gente?

– Putz, tem razão. Joesley Batista, hahahaha. Se eu tivesse esse nome não seria Juiz, seria trombadinha. Mas seus problemas acabaram. Agora com sua delação premiada o senhor vai poder mudar de nome e morar em New York. Que nome quer adotar, seu Joesley?

– Pode ser qualquer um, Excelência?

– Qualquer um.

– Então de agora em diante pode me chamar de Joesley Ribeiro…

Esclarecendo o caso Reinaldo Azevedo e a “liberdade de imprensa”

 

Como muitos devem saber, a imprensa é considerada o quarto Poder. Aliás, não sei se é considerada ou se considera. Pois essa turma que se aboleta nas cadeiras das redações de jornais, rádio e TV como se estivessem no trono da Inglaterra, com seu ego inflado e seus ares de quem tudo sabe, acha que carrega um cetro e uma cauda de Rainha protegendo-lhe o rabo.

Então vamos ao caso da tão decantada “liberdade de imprensa” e sigilo da fonte, que virou notícia hoje por conta da divulgação da gravação entre o jornalista Reinaldo Azevedo e a irmã de Aécio Neves.

O que é sigilo da fonteRepórteres e jornalistas costumam obter suas informações conversando com pessoas que tem acesso a gente importante, gente que sabe de coisas que nós, reles mortais, nem imaginamos. Esses informantes que, mal comparando, tem alguma similitude com delatores premiados, são chamados de “fontes”. Por vezes, as próprias fontes são as pessoas importantes. São deputados, senadores, presidentes, assessores, autoridades em geral que vivem nos altos dos palácios presidenciais, mas nem por isso deixam de frequentar seus porões, de onde ouvem tudo. Cada uma das fontes é também um alvo em potencial. Por isso, todos falam em “off”, cobrem a boca com as mãos, só falam caminhando ao ar livre ou por telefones pré-pagos. E todos aproveitam para espalhar notícias boas a seu respeito e notícias ruins e fofocas a respeito dos adversários. Claro, pois nesse meio ninguém é santo. Muito menos os jornalistas. Só que, para preservar o trabalho jornalístico – o qual considero muitíssimo importante, frise-se bem -, a Constituição de 1988, em seu artigo V, inciso XIV, diz:

XIV – e assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.

 

Isso significa que o jornalista – ao escrever uma matéria – não tem obrigação de revelar sua fonte.

 

Mas – e isso é muito importante – isso não quer dizer que a Polícia tenha de manter o mesmo sigilo. Principalmente porque a “fonte” de um não é necessariamente a “fonte” do outro. No caso em questão, além de não ser “fonte” da Polícia, Andrea Neves era investigada por essa mesma polícia. E com ordem judicial do STF!

E foi então que o senhor Reinaldo Azevedo, que se considera a pessoa mais bem informada do Brasil, e ressalta isso todo santo dia, inadvertidamente ligou para Andrea. Não vi a gravação toda, mas segundo informação do próprio Reinaldo, ele, na qualidade de boquirroto mor,  criticou na gravação os próprios  patrões, ou seja, a revista Veja.

Resultado: pediu a conta depressinha, antes que fosse demitido.

Até ai, tudo normal.

Agora me digam: onde é que está, nessa história toda, a quebra do sigilo da “fonte”, a censura à imprensa, o cerceamento à liberdade de expressão?

Para começar, nem sabemos se Andrea era realmente uma “fonte” habitual de Reinaldo ou foi uma invencionice de ocasião.

E, mesmo que fosse, a Lei dá garantias ao jornalista para que não revele a fonte, não para a polícia.

E pior: Reinaldo de Azevedo, ao sair falando pelos cotovelos dizendo  que Andrea era sua fonte, ai sim, entregou o ouro aos bandidos, tornando-se um delator sem qualquer premiação. Revelou-se, na verdade,  um dedo duro da pior espécie, pois, para se proteger, jogou a “amiga fonte” na fogueira. Foi, salvo as devidas proporções, como o caso de Lula entregando Marisa.

Isto posto, espero ficar ao menos algumas horas – o que acho impossível –  sem ouvir mais mimimi sobre censura à imprensa, liberdade de expressão e quejandos.

 

  

Dois suspeitos presos ao tentar fugir do sítio de Lula

A Polícia Federal prendeu hoje à tarde dois suspeitos tentando fugir do sítio de Lula em Atibaia. O delegado Raimundo Nonato declarou à reportagem do Replicante, utilizando a linguagem Policialês:

 

“Os elementos foram capturados quando tentavam se evadir empreendendo rota de fuga em direção a São Bernardo. Os meliantes foram conduzidos à viatura, devidamente algemados e se encontram à disposição da autoridade de plantão. São figuras conhecidas da polícia. Um é o Bad Cisne. O outro é o Pato Feio.” 

Todos querem apedrejar Joesley

Primeiro foi o Cunha, depois o Eike, depois o Cabral. 
Pois é. Parece que os apedrejados da vez são os irmãos Batista.
O povo – e quando digo o povo incluo os amigos aqui do Facebook, quer gostem ou não -, adora simplificar. Escolhe um bandido favorito e não sossega enquanto não vê o cabra dependurado num galho de árvore. Isso me faz lembrar aqueles velhos faroestes de cinema…
O problema dessas simplificações é que o quadro geral é esquecido. É como chegar muito perto de um elefante: quanto mais você encosta o nariz no bicho, menos sabe que animal é aquele. E enquanto isso os políticos, que são, nessa história toda, os principais bandidos, vão se safando, alterando leis à sua moda, criando situações, conversas de bastidores envolvendo legislativo, executivo e até judiciário.
Não estou aqui defendendo os irmãos Batista. Cometeram crimes e devem pagar. Só que, se conseguiram um bom acordo de delação – nunca se esquecendo de que para tanto correram e ainda correm risco de vida, seja aqui, seja em New York -, a culpa por esse prêmio não pode jamais ser atribuída a eles, e sim a quem concedeu o benefício, seja a Procuradoria, seja o STF. 
Fico vendo o povo falar mal da dupla caipira como se fossem os únicos culpados por tudo que está ocorrendo no Brasil.
O que esse tipo de empresário mais faz é jogar na bolsa. Arriscam todos os dias. Agora querem culpa-los até por isso. Vi as transações deles nas bolsas após a divulgação da delação. Tiveram enormes prejuízos. E os eventuais lucros obtidos com dólares não cobrem nem cinco por cento das perdas. Mesmo assim as vestais de plantão acham que isso deve ser investigado e, pior, que o acordo deve ser desfeito. Gostaria de ver algum de vocês ter um contrato rasgado por uma autoridade depois de assinado. É o fim da segurança jurídica. Da palavra. É o cúmulo do casuísmo e da falta de caráter. Se o PGR e o STF erraram, que paguem por isso. Mas não podem voltar atrás num acordo. Isso não é coisa de homem, como se dizia.
Gostaria de lembrar mais uma coisa: Oitenta por cento (80%) dos negócios deles são fora do Brasil. E garanto que nos EUA, onde se concentra a maior parte dos negócios, eles não pagaram um centavo de propina. Sabe por que? Unicamente porque não foram extorquidos.
Experimente você, que adora julgar gente rica, pegar seu rico e suado dinheirinho e abrir uma padaria. Você pode tomar todos os cuidados com higiene, arrumar os melhores contadores, emitir todas as notas fiscais, registrar todos os empregados, enfim, fazer tudo absolutamente correto, o que ninguém faz, pois aqui no Brasil é falência certa: em menos de um mês uma dupla de fiscais – o mau e o bonzinho – estará batendo à sua porta com ameaças por parte do mau e ofertas irresistíveis por parte do fiscal bonzinho.
Será que algum empresário – seja o Joesley, seja o Marcelo Odebrecht, seja o Eike – gosta mesmo de pagar propinas e viver na corda bamba, mais do que já vivem ao colocar seu capital para ferver nas incertezas do País?
Tenho minhas dúvidas. A não ser que sejam completos otários, ou tenham nascido com o DNA de bandido, como certos cantores de sucesso. A verdade é que ninguém que se dedica a algum tipo de negócio legal gosta de viver no crime, principalmente se trabalha mais de quinze horas por dia, como esse pessoal costuma fazer.
Assim, apesar de os irmãos terem incidido em crime, os principais culpados são os políticos e funcionários públicos que tem o poder de brecar qualquer negócio honesto e fazê-lo desonesto.
Desta forma, aconselho a todos que espumam de raiva ao ver dois capiaus morando numa cobertura da Quinta Avenida, a mudarem a direção de suas metralhadoras para quem de direito, ou seja, para a corja que infesta Brasília, seja no Congresso, no Palácio do Planalto ou no STF. E obrigarem tais pessoas a votar as malditas reformas, TODAS, principalmente a da Previdência, que sem elas o Pais vai naufragar. Esse, aliás, é mais um calcanhar de Aquiles dos julgadores de plantão do Face, cada um defendendo o seu e se esquecendo do Brasil como um todo. Desculpas do tipo “só concordo se a reforma for para todos” é muito conveniente e por aqui tem de sobra. Eu também quero isso, quem não quer? O problema é saber quem vai colocar o sino no pescoço do gato. Mas sobre isso não adianta discutir: no País de Muricy, cada um trata de si.