O Brasil tem dois Presidentes!

O Brasil tem dois Presidentes!

 

O Ministro Ricardo Lewandowski, do STF, em decisão inédita, anula Impeachment e restaura mandato de Dilma Roussef, mas sem cancelar o de Temer. A partir de segunda-feira, Dilma assume o comando diretamente do Palácio do Planalto e Temer do Jaburú. Ficou decidido que, quando houver impasse, eles decidem no par ou ímpar.

A Cruzada

A Cruzada

 

Os cavaleiros da “Cruzada Estadão contra a Lava Jato” devem estar vibrando até agora com a decisão do TRF da Quarta Região que absolveu o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, condenado pelo Juiz Sergio Moro a 15 anos e 4 meses de prisão. A decisão mereceu um editorial – “O valor probatório da delação”  – no qual o editorialista, sempre em busca de argumentos “sólidos” para  mostrar de forma inequívoca que a razão e a verdade tem assento permanente nessa redação, diz que o Réu foi absolvido por “maioria de votos”, sem ressaltar, contudo, que a 8ª. Turma é constituída por apenas três Juízes. O Relator, que normalmente melhor conhece o caso, não viu falta de provas na condenação do sempre consciencioso Juiz Sergio Moro, mantendo a sentença. Um segundo Juiz viu. O terceiro e último pediu vista, levou para casa, e após conversar com seu travesseiro – e esperemos que só com ele -, resolveu absolver o íntegro tesoureiro petista. Em seu último parágrafo o editorial insinua que o grupo que compõe a Lava Jato, incluindo-se ai implicitamente o Juiz Sergio Moro, age desonestamente ao vazar informações ao invés de investigar, além de dizer claramente que “nenhuma campanha de convencimento da opinião pública substitui provas, num tribunal honesto.”

Gostaríamos de saber se o editorialista ou algum jurista a seu mando leu o processo na íntegra para afirmar que a condenação foi baseada apenas em delações, ou se a ilustre opinião foi emitida de orelhada, como sói ultimamente acontecer, trazendo saudades dos tempos em que o diário não se prestava a tais parciais diatribes.

Esses ataques, que diariamente saem das redações do vetusto diário tentando atingir a mais bem sucedida operação contra a corrupção que já aportou por estas bandas, e que já estão beirando a injúria e difamação, cheiram a interesses outros, que não os interesses da Nação.

 

A verdade é que São Paulo, Capital, que me perdoem a rima, não anda nada bem de jornal.

Colaboração Premiada, ou delação premiada.

 
 
 

 

Você acha que serve pra que? Pra anjinhos irem para o céu? Para escolher o novo Papa? Para dar o Premio Nobel da Paz?

NÃO! É para incentivar um CRIMINOSO a delatar seus comparsas, a fim de que a Justiça consiga pegar gente graúda, normalmente em crimes de colarinho branco, corrupção, lavagem de dinheiro, etc. Casos em que, se não existisse a figura do delator, ninguém prendia ninguém. Até aqui tudo bem?

Então, por favor, não me venham com essa história ridícula de criticar a Procuradoria ou o STF (Fachin, no caso) porque fulano de tal, criminoso confesso, foi premiado. É claro que foi. A Lei, o Instituto da Colaboração Premiada, só existe pra isso.

Ah, isso tudo que escrevi é óbvio, você está careca de saber, mas acha que o prêmio do Joesley Batista foi demais?

Então vejamos:

 

Por acaso você já viu antes, em qualquer lugar do mundo, algum delator, algum bandido, conseguir

entregar, gravar e apresentar provas contra um Presidente da República cometendo crimes em plena vigência de seu mandato? Pois é. Esse é o primeiro caso no mundo. Será que tamanha delação, que expõe o criminoso delator a risco de vida e retaliações por parte do poderoso governo não deveria ter um valor maior, independentemente – ou talvez mesmo em função – do tamanho do crime do delator? Você sabia que a Lei permite ao Procurador de Justiça DEIXAR de denunciar o delator se a delação compensar? E foi simplesmente isso que aconteceu. Isso é normal nos Estados Unidos. A colaboração premiada é um contrato jurídico, funciona como qualquer contrato de compra e venda. Você olha o imóvel, o vendedor diz o preço e vocês negociam. Se um dos dois não concordar, não tem negócio. Agora, após o fechamento do negócio, acabou! A isso se dá o nome de Segurança Jurídica, de Lealdade. Um contrato é para sempre, a menos que um dos dois não cumpra o contratado. No caso do Joesley é a mesma coisa. Rodrigo Janot só aceitou a colaboração do dono da JBS, só aceitou deixar de denunciar Joesley, conforme autoriza a Lei, frise-se, porque o negócio foi bom para o Estado. A partir dessa delação vão pegar um Presidente da República, este sim, o verdadeiro chefe da organização criminosa, bem como desmantelar a ORCRIM que está por detrás dele. Se Janot não aceitasse as bases do acordo, Joesley não gravava e não entregava nada, como no caso do seu imóvel. Simples, será que não dá pra entender isso?

 

Agora, querer, como alguns querem, inclusive Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Levandowski, que o delator entregue tudo o que souber, corra todos os riscos inerentes à delação, e ainda fique nas mãos de Juízes que irão dizer, dali a três, quatro anos, se ele merece ou quanto merece de prêmio, meu amigo, é ser por demais inocente. É querer acabar com o Instituto da Delação Premiada. É vender seu imóvel no escuro e esperar que daqui a cinco anos o comprador lhe pague o quanto achar que o imóvel vale!

 

Isso tudo não tem nada a ver com a nossa vontade de ver o País seguir tranquilo até 2018, com as instituições funcionando, as reformas sendo votadas. Se o Procurador Geral da República ignorasse crimes cometidos pelo Chefe de Estado, ai sim, estaria cometendo prevaricação, se intrometendo na seara política, etc. Essa história de que Janot está perseguindo Temer só teria cabimento se Temer fosse inocente, se não houvesse qualquer indício contra ele. Agora, depois das gravações, dos relatos minuciosos de Joesley e demais diretores da JBS, da mala com quinhentos mil flagrada com Rocha Loures, o amigo íntimo da mais estrita confiança de Temer, do envelope com dinheiro entregue por Lucio Funaro para José Yunes, do envolvimento de Gedel, etc., tudo apontando claramente para o Presidente, não dá mais pra segurar.

 

A única coisa de que podemos reclamar contra Rodrigo Janot é a demora em dar seguimento aos demais processos existentes, contra Lula, Renan, Jucá, etc. Nesse caso, concordo plenamente. Só que ele tem uma boa desculpa. No caso Temer, há Réu preso (Loures), e não há como contestar isso. Agora, ficar o tempo todo massacrando o procurador só porque você quer proteger Temer, seja pela “estabilidade política” (que estabilidade?), seja lá pelo que for, meu amigo, é melhor dar uma nova estudada no quadro geral político do País. Valeu.

 

ET: não simpatizo nem um pouquinho com Rodrigo Janot. E estou por demais agoniado em ver Lula solto. Só que não deixo minhas paixões interferirem em julgamento ou análise política.

A antessala do inferno

 

 

Sabe qual é o pior momento para quem tem pavor de dentista?

É a sala de espera do consultório, onde você se martiriza aguardando sua vez de ir para o sacrifício, imaginando o quanto será sofrido. Você só tem certeza de uma coisa: vai doer!

Essa é a situação de Lula, na antevéspera de sua condenação, muito bem conduzida por Moro, sempre dentro da Lei, mas com uma pitadinha de terror e suspense dignos do Mestre Hitchcock. Que a cangalha lhe pese o lombo na exata medida de seu desatino.

Suicídio na Lava Jato

 

 

Demorou, mas a Operação Lava Jato fez a primeira vítima em casos de suicídio por desonra. Desmoralizados após o vexame de seu laudo fajuto no caso Temer, na madrugada deste sábado os suspensórios do perito Ricardo Molina fugiram de seu guarda-roupa e tentaram o suicídio segurando as calças do Jô Soares. No momento, os suspensórios estão na UTI do HC com estiramento total dos músculos abdominais. Já o causador do vexame, Ricardo Molina, não está nem ai…

Terroristas portugueses sequestram bonde

 

 

Cinquenta e sete homens bomba portugueses sequestraram um bonde (32 sentados e 25 em pé). Lotaram o veículo e saíram em desabalada carreira pelas ruas de Lisboa tentando jogá-lo contra a multidão. Como português não anda na linha (eles não entendem duplo sentido), e como o bonde não sai do trilho, os terroristas andaram por três horas e o bonde não conseguiu atropelar ninguém. A polícia requisitou três bondes da prefeitura para perseguir os terroristas. Os bondes policiais saíram em fila indiana atrás do bonde terrorista. A perseguição durou três horas, mas os agentes secretos não conseguiram ultrapassar o bonde dos bandidos para depois fechá-lo. A multidão ficou a ver o carrossel que se formou torcendo ora para os bandidos, ora para os mocinhos. A reportagem do Diário de Coimbra soube que os homens bombas levavam na cintura um cinto de pele de cabra (muito comum em Portugal), contendo caramurus de três tiros, rojões de vara, dezenas de caixinhas de traques e até o perigoso Chuva de Prata. Um engenheiro alemão que passava pelo local sugeriu que se cortasse a energia elétrica para parar os bondes. Todos olharam o engenheiro estupefatos com sua inteligência. Assim foi feito, mas não adiantou, pois além de parar o bonde dos terroristas, parou também os bondes dos policiais, que ficaram a verificar mensagens no Whatsapp enquanto a energia não voltava. Finalmente os terroristas conseguiram fugir se jogando no Rio Tejo, após o líder gritar “Joaquim, se atira no rio”. Mais da metade morreu, pois só no caminho se lembraram de que não sabiam nadar e não se chamavam Joaquim, mas sim Manoel. Os policiais encontraram diversos chumaços de pelos e cabelos no trem dos terroristas, sendo que a polícia técnica portuguesa vai fazer uma verificação em seus cadastros pelo novo método de confrontação de bigodes. Um cientista português descobriu que não existem dois bigodes iguais. Assim, em Portugal, impressão digital é coisa do passado, já era, pois, pois.  

FHC, por que não te calas?

 

 

Já votei no PSDB. Principalmente porque era a única opção anti-PT. Já elogiei FHC, por deixar a esquerda radical e ter sido um bom presidente. Mas hoje em dia… Dá pena do velho ex querendo dar pitacos no partido e, pior, tentar defender o indefensável, apoiando seus velhos camaradas da oligarquia tucana, Serra, Aécio, Alckmin, etc., em detrimento do novo, mais especificamente de João Doria e dos cabeças pretas. A nova caduquice de FHC é jogar cascas de banana no caminho de João Doria, insinuando que não viu o prefeito fazer nada em Sampa, a não ser marketing, que para ser presidente não adianta ser gestor ou empreendedor, tem de ser líder, e coisas do tipo. Eu, se fosse ele, ficaria quietinho num canto gozando de minhas prerrogativas de ex-presidente, cuidando de seu instituto e seus estudos, escrevendo, etc., pois até aqui seu nome não entrou na roda viva da corrupção. E não acredito que entrará. Apesar de tudo e de não ser um santo, ainda acredito na honestidade de FHC. Será que vocês, tucanos de salto alto e voo baixo, não percebem que o povo enjoou de suas pantomimas? De seus fraquejantes posicionamentos sempre empoleirados no muro da tibieza política? Será que não estão vendo que a única salvação do partido está nas mãos do jovem João Doria? Vocês deviam erguer a mão aos céus e agradecer a Doria todos os dias, pois é o único que mantém alguma esperança para o PSDB. Pra falar bem a verdade, espero queDoria saia do PSDB e forme um novo partido, a exemplo do jovem Macron, que faz sucesso na França com sua juventude e suas ideias. E, a partir dai, associado às poucas cabeças honestas e pensantes que restarem, derrote nas urnas toda essa velha e corrupta oligarquia do PSDB, PT, PCdoB, PMDB, PSB e afins. (Percy Castanho Jr.)

Adoro dizer “Eu não disse?”

 

Eu não disse? A fita do Joesley está intacta. Ele não ia ser burro a ponto de editar uma gravação que sabia iria ser submetida a mil perícias. Agora, aquele Molina, ridículo, de suspensórios, pau mandado do governo dizendo que a gravação tinha 60 edições, como é que fica? Análise política não é exercício de adivinhação ou desejo. É preciso pensar, mesmo que não se concorde com o que está acontecendo.