Pra você que acha que sou burro, aqui vai meu OINC…

Pra você que acha que sou burro, aqui vai meu OINC…

 

Quando iremos entender uma coisa? Noventa por cento das pessoas do Face que conhecemos são da Região Sul ou Sudeste. Só que o Renan vai se candidatar em Alagoas, o Jucá em Roraima, a Fatima Bezzerra no Rio Grande do Norte, o Collor em Alagoas, o Eunicio no Ceará, a Grazziotin no Amazonas e assim por diante. Vocês acham mesmo que os eleitores desses estados estão dando bola para os alertas que fazemos para não eleger esse tipo de candidato? Em 2019, estarão todos eleitos novamente. E a gente aqui no Face, reclamando, reclamando… Soluções para evitar isso: povo ir às ruas em todo o Brasil, voto não obrigatório, ficha suja para Réus. Mas é difícil convencer a manada…

Feliz Natal!

Feliz Natal!

 

Eu brinco, reclamo, esperneio. Mas chega o Natal e me derreto todo. Derreto-me na esperança de viver um daqueles natais de verdade, que, além dos presentes e das comilanças, nos enche o coração de esperança, nos faz um pouco mais criança, nos leva para debaixo das árvores iluminadas, e nos deixa com uma vontade danada de viver em paz, reconciliar, abraçar os amigos e, quem sabe, ficar de bem até com quem jamais pensaríamos. Lembrarmo-nos de agradecer, mais do que pedir, pois é fácil constatar que sempre haverá alguém em situação muito pior do que a nossa. E tentar fazer algo pelo próximo, pelo mundo, pela natureza. Perceber que a grande maioria dos habitantes da terra quer o mesmo que a gente. Viver em paz, ter um teto, uma família, um emprego digno, um futuro melhor para nossos filhos. Aqueles que destoam, e cuja ganância os leva a fazer o que for preciso para consegui-lo, são uma minoria que – tenho fé – pagarão por seu egoísmo e por seus erros no devido tempo.

 

Então, meus amigos, desejo a todos um FELIZ NATAL, em letras maiúsculas, com muita saúde e paz. Àqueles que passam solitários, em casa ou em leitos de hospitais, minha solidariedade, que suas horas sejam preenchidas com o amor e a amizade que, mesmo distante, olha por vocês.  E que 2018 seja menos sofrido, que possamos brincar mais e xingar menos. Hohoho.

O estranho Poder do “Funcionalismo Público”

O estranho Poder do “Funcionalismo Público”

  

 

O funcionalismo público manda no Brasil! Não, não estou falando de você, funcionário público que prestou um concurso difícil, após muito estudar, e que, graças a seu esforço, ganha um ótimo salário, seja no Judiciário, na Procuradoria, no Ministério da Fazenda, na Receita. Ou ganha até mesmo uma ótima aposentadoria. Você apenas usufrui o que a Lei permite. Se estivesse em seu lugar, faria o mesmo. Não se abre mão de direitos adquiridos, a menos que sejam indecentes, como auxílio moradia para juízes que já moravam na cidade.  Eu falo é das corporações. Quem manda no Brasil são as Associações, os Sindicatos de funcionários públicos, da Câmara, do Senado, do Judiciário, das Procuradorias, da Receita, etc. Essa  turma não é composta de funcionários públicos. Podem até ter passado num exame. Mas são políticos, gente que não quer nada com a hora do Brasil. Só pensam em aprovar Leis que beneficiem suas categorias e, em consequência, beneficiem a eles mesmos. E, não sei por que cargas d’água, essa turma simplesmente detém o Poder no Brasil. Não sei se é por chantagem, pressão, rabo preso… Mas alguma coisa muito forte faz com que, tanto Presidentes da  República, como Ministros, Deputados Federais e Senadores tremam, amarelem, esverdeiem, se curvem até mostrar os fundilhos quando se trata de propor ou aprovar leis das quais essas corporações discordem. Passeatas por todo o Brasil que contem com  milhões de participantes não tem o condão de aprovar nada. Pois basta uma manifestação de “funcionários públicos” invadir corredores ou  galerias do Congresso para, como por encanto, ser aprovado ou não, de acordo com seu desejo, qualquer tema, ainda que vá de encontro aos interesses do País. Tome-se agora o exemplo da Reforma da Previdência. O receio de deputados abraçarem a causa não é a falta de votos, desgosto de eleitores, das bases. Seu receio é de ficar mal com o maldito “funcionalismo público”. E, como disse no início, quando os jornais se referem a “funcionalismo público”, não estão se referindo a você, nobre cidadão, que passou num concurso e vai trabalhar todos os dias na repartição, não tem cargo de confiança, não tem penduricalhos nos proventos, só tem papéis para carimbar em meio à burocracia desenfreada que se reinventa e procria como coelho. “Funcionalismo Público” é uma Entidade, que paira como um clone armado com bombas nucleares acima das autoridades constituídas, composta de dirigentes sindicais misturados com ativistas partidários e paus mandados, que aterrorizam a República com suas pressões e chantagens. Haja vista agora o que se passa em São Paulo: cedendo a pressões do “funcionalismo público”, a assembleia paulista vem de aprovar uma Lei que altera o teto salarial em vigor, abrindo as comportas para que funcionários públicos do estado passem a ganhar mais do que o governador desse mesmo estado, cujo salário é de vinte mil reais, para equiparar seus salários aos dos ministros do STF, cujo salário é de trinta e poucos mil. Agora me digam: O que tem a ver um ministro do STF com um funcionário do estado de São Paulo? Nada, a não ser o estranho e terrificante Poder corporativo do “funcionalismo público”. É contra essa turma, mais do que contra os políticos, que devemos mirar nossos canhões, para que a República possa se libertar dos grilhões a que está submetida. Pois, apesar de nossa ingenuidade não nos deixar perceber, é exatamente essa corja corporativista quem mais coloca políticos em Brasília, justamente para submetê-los a seus insidiosos caprichos. Ou você ainda acha que é seu poderoso e solitário voto que coloca alguém ali?

Conto de Natal

Conto de Natal

 

Crysleine tinha pressa. Afinal, nessa véspera de Natal, após trabalhar o dia todo na faxina da casa de Dona Ivete, tudo o que queria era chegar em casa. “Bendita dona Ivete”, pensou a moça resfolegando ao peso de duas sacolas de supermercado. Crysleine já estava há mais de um ano desempregada. Quando sua fábrica fechou, parece que também fecharam todas as demais fábricas da cidade, pois nunca mais conseguiu emprego. E um salário mínimo bem que ajudava, apesar de todo mundo dizer que é muito baixo. Dava pra fazer o mercado, ao menos a cesta básica. E um pedaço de linguiça pra por no feijão. Depois que a fábrica fechou, nem faxina se conseguia mais. “Parece que as madames resolveram elas mesmas limpar suas mansões, benza Deus”, sussurrou baixinho a morena enquanto se encaminhava para a viela que dava no escadão. Escadão era o apelido da escadaria que dava acesso ao morro. Sempre vigiado por dois ou três moleques armados do tráfico, era um lugar perigoso. “Mas fazer o que? Se sair daqui, vamos ter de dormir na praia”, sorria Crysleine para sí mesma enquanto começava a subida, não sem antes ter sua bolsa revistada pelo garoto que portava um fuzil AK-47. Ali naquelas quebradas todo mundo conhecia as armas por nome. Colt 45, AK-47, Taurus 3.8. Coisa normal e sonho da garotada. Portar um aço daqueles era sinal de status no morro e fazia as moças redobrarem o interesse ao olhar para um garoto. Se, além do fumegante, o garoto ainda calçasse um tênis de marca, mesmo que feito no Paraguai, o próximo bonde do funk acompanhado da mulata mais bonita do pedaço estaria garantido. E a cabeça de Crysleine rodava de preocupação ao pensar nessas coisas. Mas a felicidade era maior do que isso. Afinal, aquelas pesadas sacolas iriam concretizar dois sonhos: uma boneca Barbie com uma coleção de vestidos para sua filha e um Transformer, brinquedo que já saíra de moda no asfalto, mas ainda fazia sucesso entre a molecada pobre. Além disso, um panetone com gotas de chocolate e um frisante de maçã faziam a moça empinar o bumbum e desfilar altiva morro acima, certa de que seria o melhor Natal de suas vidas. Crysleine só rezava para não encontrar Daclécio, pai de seus filhos e o canalha mais descarado da favela. Foi duro coloca-lo pra fora de casa, após todas as aventuras com as sirigaitas e periguetes do pedaço, além dos entreveros com a polícia. Daclécio não era flor que se cheirasse, era cocaína pura. Viciado, não trabalhava, nem no tráfico, para sustentar seu vício. Vez por outra participava de uma “empreitada” com amigos, assaltando grã-finos no asfalto, que lhe rendiam um bom dinheiro. E, vez por outra, aparecia na porta do barraco de Crysleine, implorando seu perdão e jurando ter se endireitado. Crysleine fraquejou por três vezes. Afinal, Daclécio era bom de cama e fazia a moça ver estrelas além do zinco quente que cobria seus lençois. Mas depois do terceiro vacilo, jurou que jamais abriria a porta de sua casa para o vagabundo. Trinta minutos de subida íngreme fazem qualquer coração querer saltar do peito. Mas não foi isso que mexeu com o coração de Crysleine. Foi, sim, uma aglomeração bem na porta de seu barraco. Quase sem poder respirar, a moça ainda correu até chegar à sua porta. Ali, ensanguentado, com metade do corpo para dentro da sala, jazia o corpo de Daclécio, executado dentro de sua casa pelos traficantes. O barraco estava todo perfurado de balas. Cinco homens armados até os dentes continuavam ali, discutindo o destino do cadáver. Parece que queriam queimá-lo em praça pública. Crysleine entrou e não viu as crianças. Se apavorou. Saiu para a rua desesperada. Perguntou para quem encontrava e ninguém soube dizer. Os traficantes informaram que deram mais de cem tiros na casa, pois Daclécio estava com outro traíra e reagiu. Ninguém havia visto Silmara e Toni, seus dois filhinhos, de cinco e sete anos. Crysleine pirou. Ficou mais de duas horas perambulando pela favela e nada. Pensou em ir à polícia, mas sabia ser em vão. Noite de Natal. Quem iria atende-la? Desconsolada, chorando convulsivamente, voltou pro barraco. Viu as duas sacolas jogadas no meio da sala e chorou mais ainda. Faltavam dez minutos para a meia noite e Crysleine, sentada no chão da pequena sala, chorava. De repente ouviu um miado. Baixinho. “Não tenho gato”, pensou. Será que entrou algum aqui? Seu barraco tinha três cômodos. Uma pequena sala, um quarto e uma cozinha. O miado vinha do quarto. Desconfiada, a moça foi, pé ante pé, verificar onde o bicho tinha se escondido. Abriu a porta do guarda roupa e só teve tempo de ver o brilho de uma arma apontada para ela. Gritou o mais forte que pode. Mas foi de alegria. Quatro mãozinhas seguravam a enorme pistola, que não sabiam como acionar. Seus dois filhos estavam ali, sãos e salvos. Quando viram a confusão, correram a se esconder no armário, onde acharam uma arma, provavelmente escondida por Daclécio, e que pretendiam usar para defender a mãe e as próprias vidas. A menina, esperta, imitava um gato para não se identificar para os bandidos. Crysleine os abraçou, engoliu o choro e, contente que estava ao ver o sorriso se abrir no rosto das crianças, só conseguiu dizer: “Vamos comer panetone?”

O comício

O comício

 

Comício na praça para vinte mil pessoas. Um deputado começou a discursar. Manoel chegou atrás do palco e falou com uma autoridade:

“Gostaria de dizer uma palavrinha”.

“O deputado está discursando agora, quando terminar o senhor fala.”

“Ok.”

Meia hora depois, acabado o discurso, a autoridade se dirige para o Manoel:

“Agora é sua vez. O que tem pra dizer?”

“O microfone está desligado…”

A foice, o martelo e a bigorna

A foice, o martelo e a bigorna

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É incrível como o pessoal do mimimi, os autodenominados progressistas que, representando a vanguarda do atraso e achando-se detentores do monopólio da luta pela desigualdade social, carrega sobranceiro as bandeiras das chamadas minorias. E haja bandeiras e minorias, incluídas ai as defesas e/ou condenações do feminismo, do racismo, do aborto, do homossexualismo, dos direitos humanos, das ideologias de gênero, das ações da polícia, das ressocializações e liberalidades nas cadeias, do passar de mão na cabeça de delinquentes ou adolescentes abusados e mal-educados, dos ECAs da vida, dos privilégios para o funcionalismo, da manutenção da roubalheira nos sindicatos, da negação às reformas, do agigantamento e consequente aparelhamento do Estado, da permissividade, do endeusamento de qualquer peladão que se diz obra de arte… Mas, como dizia no início, é incrível como essa turma continua com a mesma cara e com o mesmo discurso bobo dos barbichas de 64, a turma da USP seguida pelos que queriam ser da USP, os militantes de uma geração perdida, gente ingênua, mas que ao menos acreditava nos sonhos de uma sociedade mais justa pregada por loucos. Esses de hoje militam por nada. Não tem sonhos, não tem esperanças, não tem sabedoria nem estudo. Eles tem apenas um celular na mão e uma ideia na cabeça: aparecer! Fazem do mimimi seu cavalo de batalha na esperança de serem aceitos na seleta roda de artistas, intelectuais, pseudo artistas e pseudo intelectuais – logicamente sempre mais estes do que aqueles … – que, covardes ou ignorantes, fingem não saber que vivem à custa do que boquirrotamente condenam. Discutem a falta de comprometimento dos que não comungam com sua ultrapassada ideologia tomando cervejas, drinks de gin – como está na moda – ou whisky em bares caros, postando asneiras em seus smartphones de última geração. Colocar o dinheiro para ferver, gerando emprego para a sociedade, nem pensar. Deixemos isso para os trouxas dos capitalistas. Nosso negócio é usufruir dos bens gerados por eles enquanto descemos a lenha em seus métodos obscuros, não é mesmo? Esse proselitismo político demagógico e populista seria risível se catastrófico não fosse, pois, por trás da hipocrisia, carrega uma boa dose de má-fé, que leva incautos a acreditar em fadas e duendes. Na verdade, para a turma do mimimi pode faltar neurônio, mas duende é o que não falta, tanto na cabeça desses catequizadores – tão carentes de reconhecimento intelectual e para os quais eu recomendaria mais estudo e raciocínio lógico como um bom começo -, como na de seus prosélitos que, coitados, não tem como se defender. É uma minoria rançosa e estridente que, como arapongas, insiste em bater seu surrado martelo numa bigorna pensando que é uma foice. Coitados… Ao invés de uma revolução social o máximo que conseguem é produzir um irritante e insistente guincho.