Lula estrebucha mas não morre

Lula estrebucha mas não morre

 

Quando soube que a Ministra Carmem Lúcia declarou que não iria pautar a prisão em segunda instância, sugerindo que uma decisão para beneficiar Lula apequenaria o STF, fiquei de alma lavada e a elogiei. Até ver, logo em seguida, uma outra entrevista sua concedida a um repórter da Globo… Como diria Maisa, meu mundo caiu… Não senti firmeza nenhuma sob aquele emaranhado de cabelo de matricarca de família de vampiro. Ao ser perguntada diretamente se não julgaria nenhum caso desses se proposto por colegas, vacilou, gaguejou, equilibrou-se sobre o muro dos bêbados que não sabem para que lado cair, saiu pela tangente dizendo que – veja bem… – não foi exatamente isso o que disse. Enfim, agiu como um verdadeiro político, parecia o Rodrigo Maia e suas bochechas infláveis e olhar fugidío, que não responde a nada que lhe é perguntado. Carmem Lucia era o retrato falado desses políticos que a gente está querendo ver no quinto dos infernos. Em uma rápida análise feita do meu divã virtual, acho que a figura não resiste a uma pressão mais forte de um Gilmar, um Celso de Mello, um Marco Aurélio, um Temer, um Sarney, do próprio Lula. Ou seja, de qualquer um… Vamos, assim, convivendo não na terra de Marlboro, que era firme mas politicamente incorreto, mas na terra da dubiedade, das incertezas, onde notícias boas – bem entendido, para nós que queremos o fim da corrupção – vem sempre acompanhadas de um refrigério para os calhordas. Aguardemos, pois, orando, rezando, batendo tambor, tomando calmantes, cachaça ou Lisoform primo, para ver o que nos reserva o jornal das dez de hoje…

Jura falar a verdade, somente a verdade?

Jura falar a verdade, somente a verdade?

 

Ontem à noite fui ao mercado aqui perto de casa e o Jô Soares estava lá, com aquele ar arrogante. Eu o vi pegando uma barra de chocolate escondido e comendo um pedaço. Não deixei barato! Cheguei perto dele e disse todas as verdades que estavam entaladas em minha garganta: como o achava sem graça, arrogante, defensor interesseiro dos governos petistas, presunçoso e mau caráter. E que desconfiava que ele estava dentro do armário. Ele simplesmente me mediu de alto a baixo e disse: “Eu não sou o Jô Soares” No que eu emendei: “Ainda bem que não te disse nem metade do que penso a respeito dele, mas você é ao menos ladrão de chocolate.” “Não é chocolate, é meu remédio em barra que trago na bolsa”. “Cacete, não dou uma dentro, pareço o advogado do Lula”, pensei. “Mas você é gordo”, disparei, pois não poderia sair perdendo uma discussão dessas. “Sou gordo por opção, pois luto sumô e sou campeão mundial”, me disse o desgraçado do japonês enquanto me dava uma gravata, a última coisa de que me lembro antes de desmaiar. “Como pude confundir um japa lutador de sumô com o Jô Soares?”, suspirei enquanto urrava de dor com a picada da injeção. Mas ao menos a enfermeira que me atende é bastante bonita e simpática. Parece com aquela artista gostosa da novela das nove, a Bruna Marquezine. Será que é ela? Caramba, e trabalhando aqui no hospital. Deixa acabar esse curativo e vou dizer tudo o que sinto por essa moça linda…

Lula – A verdade sobre sua prisão após o julgamento do TRF-4

Lula – A verdade sobre sua prisão após o julgamento do TRF-4

 

“Um textão às vezes se faz necessário. Cultura tem seu preço.” (Percy)

 

Até algum tempo atrás, um Réu só ia para a cadeia cumprir a pena a que fosse condenado pelo Juiz após o “trânsito em julgado” da Ação. O que significa isso? Trânsito em julgado é uma expressão jurídica que significa “após esgotados todos os recursos a que um Réu tem direito”. Não confundir prisão para cumprir a  pena, com prisão temporária ou preventiva. Estas duas últimas podem ser decretadas por um Juiz a qualquer momento, independentemente de haver Ação ou não, em caso de prisão por flagrante delito, ou se o Juiz achar que existe perigo de o Réu atrapalhar as investigações. Este é o caso, por exemplo, de Eduardo Cunha e Sergio Cabral, que ainda não estão cumprindo pena. Cumprem prisão preventiva. Voltando à execução da pena: quando o Réu é condenado pelo Juiz de primeiro grau (Sergio Moro, por exemplo), ele pode “apelar” para a Segunda Instância, isto é, entrar com um Recurso tentando ser absolvido ou, ao menos, reduzir a pena. Foi o que Lula fez, recorrendo ao TRF-4. O problema é que no Brasil existem centenas de recursos possíveis, para as mais variadas Instâncias, pois, da decisão de um Recurso cabe sempre um novo recurso. Assim, se um Réu tivesse dinheiro pra pagar um bom advogado, só iria preso – se algum dia fosse – após dez, quinze, vinte anos. Normalmente seria solto pela prescrição do crime, uma vez que a grande maioria dos crimes tem um prazo para ser julgado, caso em que, se isso não ocorrer, o Réu fica livre.  Essa “malandragem” legal era a garantia de impunidade para os ricos e políticos.  Advogados espertos abarrotavam o Judiciário com petições e mais petições, recurso sobre recursos, esperando o tempo passar até que a Ação prescrevesse e o seu cliente saísse soltinho da silva, sem cumprir um único dia de prisão. Veja-se o caso de Maluf, que teve todas as ações prescritas, com exceção de uma – talvez por vacilo de algum advogado -, que o fez ir pra cadeia após mais de vinte anos. Os pobres, como não podem pagar advogados, entravam com uma simples defesa em Primeira Instância, por advogados dativos (de graça, do governo), e depois desistiam, sendo logo presos. Bom, ai vieram três julgamentos do STF decidindo que o cumprimento da pena poderia começar a partir do julgamento de Segunda Instância. Os demais recursos poderiam continuar a ser impetrados, mas com o Réu preso. E qual a justificativa legal para essa prisão já em Segunda Instância? Acontece que na Segunda instância, assim como na Primeira, ainda são julgadas e verificadas a validade das provas, das testemunhas, das circunstâncias, dos indícios, do fato em si. (Como aconteceu no  TRF-4, no caso Lula). Após a Segunda Instância, nos Tribunais superiores (STJ ou STF),  os desembargadores não olham mais as provas nem os fatos. Isso é passado e já está julgado. Os Tribunais Superiores verificam apenas se houve erros de Direito, se houve alguma nulidade por desobediência à Constituição e às Leis, coisas assim. Pois bem: a última decisão do STF, que acatou a tese do cumprimento da pena após decisão de Segundo Grau e acabou com a impunidade dos ricos, foi muito apertada: 6 a 5. E Gilmar Mendes – milagrosamente – votou a favor! Ponto para ele. Eram tempos de Mensalão e quem estava sendo preso era gente do PT, de quem ele não gosta. Acontece que o bipolar ministro, quando viu seus amigos do PMDB sendo julgados, mudou de opinião e agora quer votar contra essa decisão. Alguns dos ministros  perdedores da ocasião – Marco Aurélio Mello, Levandowski, Dias Toffoli, Rosa Weber e Celso de Mello – estão forçando a barra para que se coloque novamente em discussão o assunto na esperança de, vergonhosamente, mais uma vez o STF voltar atrás, trazendo a impunidade de volta. Assim, o Direito corre perigo! Rumores dizem que a Ministra Rosa Weber – outra figura bastante instável -, que votou contra a prisão em segundo grau, quando viu o movimento de Gilmar Mendes querendo voltar atrás, ficou com vergonha e disse que vai votar a favor da manutenção da prisão, pois, apesar de ter sido derrotada, acha inadmissível o STF ficar mudando a Jurisprudência à toda hora. Já o Ministro Alexandre de Moraes – bastante suspeito – que entrou no lugar do saudoso Teori Zavascki – que havia votado a favor da prisão -, é totalmente imprevisível, mas acredito que vote contra a prisão, pois deve favores a Temer e cia. De qualquer forma, o julgamento é imprevisível e afeta diretamente Lula. Se a Jurisprudência voltar atrás, Lula – e muitos outros condenados da Lava Jato – não poderão ser presos até esgotado o último recurso no STF, ou seja, NUNCA! Vamos torcer, primeiro para a presidente do STF, a instável Carmem Lúcia,  não colocar essas ações – uma da OAB, sempre a OAB – e outra de um partideco político, em julgamento já. E, segundo, para, quando colocar, que os ministros, que já não contam com credibilidade nenhuma junto à população, tenham um momento de lucidez e pensem nos “rapazes” do Judiciário Federal de Curitiba e Porto Alegre (Sergio Moro, Victor Laos, Leandro Paulsen e João Pedro Gebran). Que deixem o ego e o interesse de lado e espelhem-se, sem ciúmes, nesse novo perfil de jurista, que  está fazendo história e renovando nossas esperanças no Direito e, assim, mantenham a decisão de prender criminosos de colarinho branco quando esgotados os recursos de Segundo grau. Espero ter “clareado” o assunto. Se ainda restar alguma dúvida, estou à disposição, pois Direito é realmente complicado, não é uma ciência exata e todo mundo tem – e tem direito a isso, posto que estamos numa democracia – sua opinião. (Percy Castanho Jr.)

Uma pitada de poesia

A realidade nem sempre tem aquela necessária dose de poesia.
Por isso, ao contar sua vida costure os relatos com delicados fios de ficção e retalhos de fantasia, de maneira tal que seus filhos e netos
continuem admirando-o como uma espécie de herói, que você já demonstrou ser ao construir uma família.
Resumindo: seja um saudável mentiroso, como todos os poetas o são… 

A beleza é relativa

A beleza é relativa

 

 

Ai tu vê aquela tremenda gata andando na tua frente. Mini saia colada, bumbum empinado, pernas torneadas, rebolando no ritmo do despacito. Tu acelera, dá aquela emparelhada básica e vai ultrapassando lentamente enquanto vira o pescoço pra finalizar o julgamento do material com uma nota Dez. E, como uma tromba d’água, desce um balde de gelo em tua cabeça, pior do que aquele da campanha do Orkut, lembra? A figura é um tribufu pra ninguém botar mais defeito: já tem todos. Deus fez ela de costas, esqueceu do acabamento da parte dianteira. E ela tá te olhando. E sorrindo. Com os quatro dentes da frente, dois à esquerda e dois à direita… Tu engata uma segunda e sai cantando pneu, mas sente um bafo no encalço do teu cangote. E então o maldito semáforo fica vermelho. E a desgraçada te alcança. “Podia me dar uma informação, benzinho?” Tu sente aquela mão pegajosa nas costas. É pergunta fake, meu. Só pretexto. Corre enquanto é tempo! “Sim!”, você responde, mal humorado mas educadamente, pois afinal você não é nenhum troglodita. “Sabe onde tem uma agência da Caixa Econômica? Ganhei na Loteria e queria trocar o bilhete.” “Vamos que eu te acompanho, querida. Quem sabe na volta podemos tomar alguma coisa…” A mulher, numa fração de segundos, embelezou uns trezentos por cento… Após pagar um lauto almoço, tu ainda morreu com a conta do Motel e quatro whiskys, além de duas… duas… duas performances atlético/sexuais, digamos. Mas foi por uma boa causa, né? “Claro, isso aqui não gasta à toa, hahaha… “, pensou você entusiasmadamente, até descobrir que o bilhete era mais falso que sorriso de deputado, e que a mocréia, além de te usar sexualmente, ainda te roubou a carteira e deixou em troca uma gonorreia…

Definição definitiva de Horóscopo

 

Definição definitiva de Horóscopo

Horóscopo – cujo nome vem do grego ” Horós Copo, ou copo de caipirinha” -, é um estudo com base na Astrologia que não serve para absolutamente nada, a não ser para as mulheres perguntarem o signo dos homens que lhes interessam, não para saber o signo, mas sim para que ele perceba que elas estão interessadas no dito cujo e assim ver se ele larga de ser babaca e parta pra cima logo, porra!

Assédio sexual!

Ontem à noite vi cenas explícitas de assédio

Ontem à noite fomos à Praia Grande ver um show público da banda do meu filho. Estava lotado. Muito bom. A Praia Grande, tão esnobada pela classe media paulistana, se modernizou, ficou bonita, mais segura. Ao menos na orla. Mas escrevo por outra coisa. O calçadão da praia estava repleto. Muita gente passeando, muitos andando de triciclos, famílias descontraídas a aproveitar a brisa noturna que amenizava o calor do dia. Crianças entretidas com seus picolés ou hot-dogs. Tudo na maior tranquilidade. Estava realmente bonito de se ver. De repente, reparei em dois garotos sentados em um banco de frente para o calçadão da praia do Boqueirão. Deviam ter uns quinze ou dezesseis anos. Eram bem engraçados e simpáticos. O que faziam? Numa espécie de “competição” entre eles, “assediavam” as meninas que passavam. Era só passar duas ou três meninas sozinhas e um se levantava, chegava perto delas e fazia um galanteio, na maior cara de pau. As meninas riam, entre vaidosas e envergonhadas e, enrubescidas, continuavam seu caminho, cochichando entre si. Parei para observar e vi meninas andando alguns metros, dando a volta e passando novamente pelos garotos para se submeterem outra vez ao “assédio”. Adorei. Lembrei de meus tempos de adolescência, dos ”footings” nas praças do interior durante as férias, da luta para vencer a timidez, do calafrio gostoso ao engatar uma conversa com uma garota, das paqueras nos bailes de Carnaval, essas coisas deliciosas que ativam nossa memória e nos fazem viajar pelo tempo ao sabor das aventuras e com o frescor da juventude nem sempre perdida. E ai pensei como as coisas mudaram. E para pior! Fiquei realmente triste e revoltado ao pensar que hoje em dia um bando de degenerados ativistas quer colocar tudo num balaio só, considerando a saudável, engraçada e bonita arte da paquera como assédio, comparando essa espontaneidade causada por uma insipiente libido juvenil com sintomas doentios de uma minoria desprezível da raça humana. Essa turma de ativistas deve ser ignorada e desprezada, pois seus objetivos não são proteger a mulher, os gays, os negros, as minorias. Seu objetivo é político e serve a Gramsci e às ultrapassadas teorias de um fracassado socialismo que tenta, a todo custo, minar a sociedade, solapar a instituição da família e acabar com a propriedade privada, e para cujos fins não importam os meios empregados, ainda que criminosos. Deixemos, pois, de ser escravos de nossa preocupação com o julgamento alheio. Que tenhamos personalidade. Vivamos nossa vida da maneira que melhor julgarmos. Diga Não! ao ativismo, ao politicamente correto, à ditadura dos costumes e da esquerda! E diga Sim! à espontaneidade, à liberdade e ao bom senso. O mundo tem jeito, só depende de nós.

O Brasil é fraco

O Brasil é fraco

 

Essas ameaças á Justiça, acompanhadas de pressão e chantagem contra juízes, venham de onde vier, às vésperas do julgamento definitivo de Lula, são a completa desmoralização do poder governamental, das regras da democracia, do apreço às Instituições. Governo que se preza deve defender com unhas e dentes e com todos os recursos disponíveis os pilares que sustentam o tripé da Democracia. Ataques ao Judiciário são inconcebíveis. Democracia não é sinônimo de tibieza, onde cada um faz o que quer. Imaginem nos EUA, na Inglaterra, na Alemanha ou na Escandinávia grupelhos revoltados com a prisão de seus ídolos ladrões se voltando contra a Justiça e incitando à desordem pública. Estariam todos presos respondendo a inquéritos. Às primeiras manifestações públicas de gente como João Pedro Stédile, Boulos, José Dirceu, Lindberg Farias, Gleisi Hoffmann e cia. achincalhando o Judiciário e convocando o povo para uma rebelião, o Estado deveria ter preso em flagrante, seja ou não autoridade constituída, por incitamento à violência e por colocar em perigo a Ordem Pública. Mas o governo é fraco, Michel Temer é um trapalhão engolidor de sapos, cheio de idas e vindas, jogando verde para colher maduro. Não merece o cargo que tem. E, da cúpula do Judiciário, indicada em sua maioria pelos próprios acusados, não se pode esperar grande coisa também. Estamos em apuros. O Brasil sofre. (Percy)

Prova do ENEM 2018

Meninas, não fiquem tristes. Vocês não tem culpa.

 

 

Queridas amiguinhas do que antigamente se chamava sexo frágil. Tenho más notícias para vocês. Sabem a prova do ENEM? Pegaram as mil melhores notas. 72% (Setenta e dois por cento) dessas melhores notas foram obtidas por homens. Ai você pode dizer: claro! A grande maioria dos candidatos é homem. Não, minha cara. A maioria dos candidatos é do seu sexo, o feminino. Os meninos, como historicamente acontece, foram melhores em matérias como física, química, etc. Mas resta um consolo: 70% (setenta por cento) das melhores notas de Redação foram de meninas. Ufa! Bom, este post não é uma revanche machista pra dizer que os homens são superiores, como alguém poderia esperar. Acredito mais na inteligência e perspicácia das mulheres do que na dos homens. Como já fiz no passado e continuo fazendo, meus funcionários são em grande maioria mulheres, e não é com o intuito de assediar, não. É porque acredito em seu potencial. Agora, a partir desse primeiro resultado já começaram as análises dos “especialistas”, ativistas, feministas e outros istas. A primeira imbecilidade que vi foi um idiota dizendo que essa performance negativa das mulheres é porque meninas ganham bonecas na infância enquanto meninos ganham jogos de raciocínio. Ah, vão pastar, seus quadrúpedes sem sexo definido. Já Dora, que é leiga no assunto, mas pensa e tem bom senso, me diz que garotas tem mais coisas na cabeça, o pensamento é disperso, seu cérebro trabalha em multiprocessamento. Já os homens se concentram numa determinada tarefa como um cachorro entretido e não largam o osso enquanto não terminam aquilo, sendo incapazes de um processamento paralelo. Tem sua lógica. De minha parte, acho que essas provas não valem nada. Ali nesse meio podemos ter muitas garotas geniais em humanas que não dão a mínima para uma tabela de Química, mas são obrigadas a decorá-las, não sabem bem para que. O defeito está na estrutura do sistema de ensino no Brasil. Jovens deveriam ser direcionados, a partir da sétima série, após um estudo genérico, para áreas de seu estrito interesse. E o exame do ENEM deveria ser múltiplo, cada um escolhendo a área que tivesse mais vocação. Mas acho que isso é pedir muito para as cabeças retrógradas desses educadores de meia tigela bitolados pelas ideias esdrúxulas e socializantes dos Paulos Freires da vida. E mais: acho que o exame é machista e direcionado para esse tipo de resultado, pois na avaliação geral se dá mais valor para ciências exatas do que humanas, quando é sabido que homens se dão melhor naquelas áreas enquanto mulheres se dão melhor nesta. Mas as meninas logo, logo, chegam lá, pois podem reparar: em qualquer reportagem mostrando cientistas brasileiros fazendo descobertas importantes em laboratórios, sempre tem mulher liderando os projetos. É nóis, digo, são vocês!!! 

O óbvio é relativo

O óbvio é relativo

 

 

O óbvio era um ilustre desconhecido. Aparecia aqui e acolá em textos mais refinados e olhe lá.

Até que foi “descoberto” pelo grande Nelson Rodrigues e mudou de status. O óbvio virou celebridade. Na categoria ululante, então, passou a frequentar páginas e mais páginas de jornais, revistas, livros, estudos, pesquisas. Caiu na boca do povo. Mas, e tem sempre um but, como tudo nessa vida, o óbvio, da  maneira como foi exposto apresentou defeitos de fabricação. E a escrita não tem “recall”. Escreveu tá escrito, não adianta ficar aflito. Nem editar, deletar, apagar, disfarçar. Sempre haverá alguém que leu e guardou a besteira que você escreveu. E porque falo disso? É que a partir da sutil constatação de Nelson Rodrigues, implantou-se a ditadura do óbvio. Vejam o paradoxo. Aquilo que era para se tornar a mais democrática das expressões virou uma ditadura. Todos agora são obrigados a utilizar o óbvio em suas conversas, explanações, palestras, postagens, etc. Tudo é óbvio! E foi assim que cheguei à conclusão que o óbvio, por mais ululante que seja, é tudo menos óbvio absoluto. Pasmem, senhores: o tão decantado óbvio, como tudo que Einstein tocou, é relativo. É elitista. É preconceituoso, palavra tão na moda que não poderia faltar nestas mal traçadas linhas. Quem sabe um dia se descobrirá que o óbvio nem está assim tão satisfeito com o próprio corpo. Poderá querer virar um transóbvio. Mas isso é outra conversa. E porque cheguei até aqui duvidando das qualidades intrínsecas do óbvio? Simplesmente porque o que é óbvio para um não é para outro.

Tome-se, por exemplo, uma equação de segundo grau. Para um matemático, sua resolução é óbvia, elementar, ululante, tranquila. Para um leigo, que não sabe nem o significado da palavra equação, é um enigma chinês. Assim, o óbvio é relativo. Depende de quem o toma, de quem o detém. Diante do exposto, e visando equacionar o óbvio a partir de uma perspectiva lógica, à obviedade coloquei uma Proposição, um humilde Teorema, esperando chegar à posteridade, se não tão famoso como Luan Santana, ao menos conhecido e amado como Pitágoras…

 

Teorema de per si:

 

“A cada um o seu óbvio, na medida de suas possibilidades”.

 

Esta proposição poderá ser demonstrada através de processos lógicos de filtragem dos variados graus de burrice que assolam o Universo.

 

 

Evitemos, pois, dizer a torto e a direito que nossas meras suposições, achismos ou afirmações são óbvias, pois poderemos parecer arrogantes, além de não sermos entendidos. É óbvio isso, não?