Tapem os narizes: Gilmar soltou de novo…

Tapem os narizes: Gilmar soltou de novo…

Gilmar Mendes mandou soltar Paulo Preto, o operador do Petrolão a serviço do PSDB, de José Serra e Alckmin, que tem mais de cem milhões de dólares escondidos na Suiça, menos de doze horas após o pedido de prisão. Também Paulinho não tava fazendo nada de mais. Apenas ameaçando de morte duas irmãs que o delataram… Quem manda ser dedo duro, né? Ele é boa gente. Ficou preso um período e saiu se vangloriando que foi escalado pelo Edinho, filho do Pelé, para jogar no seu time. Coisa linda! Jogar no time da cadeia comandado por Edinho, um cara que não joga porra nenhuma, maior grosso. É o mesmo que ser escalado por Dunga pra jogar no time dos sete anões do orçamento… Será que esse Gilmar Mendes não tem mais nada pra fazer na vida, não? Milhares de Processos pra analisar na fila de espera. E ele passando os amigos na frente. Acho que ele fica ali, caneta na mão, babando naquele copo d’água e dizendo pros seus funcionários: “Rápido pessoal, se prenderem algum amigo, ou amigo do meu amigo, me tragam o HC urgente pra eu soltar antes que ele vá para a cadeia. Lá é ruim! Corram!!!”

Yo soy americano

Yo soy americano

 

Em minha última viagem aos EUA, escrevi uma crônica ironizando que passaria um dia como um perfeito americano nova yorkino. Em meus devaneios, entraria em uma lanchonete Burger King, pediria um hambúrguer Whopper feito com carne da Swift, temperaria com ketchup e mostarda Heinz, tomaria uma Budweiser, a cerveja orgulho dos americanos, e em seguida iria ao café Carlyle tomar um Expresso e ver Woody Allen tocar clarineta. Que tal? Um perfeito programa novaiorquino, hein? .Na verdade, sinto dizer que passei foi o mais brasileiro dos dias em Nova York. Por que? Simplesmente porque a rede Burger King, a Swift, a Heinz, a Budweiser e o café do Carlyle, assim como inúmeras outras empresas tradicionalmente americanas, pertencem hoje a brasileiros. Até a clarineta de Woody é importada. E por que digo isso? É que, quando num post escrito ontem sugeri que privatizaria tudo se fosse presidente, vários amigos disseram que são contra a privatização pois é preciso preservar o patrimônio nacional. Tal sentimento é pura balela disseminada por nacionalistas e xenófobos da antiga.  Hoje em dia, empresas privadas tem o capital disperso, pulverizado pelo mundo. Isso não nos torna mais ou menos brasileiros e nem aumenta ou diminui nosso sentido patriótico ou nossa dependência externa. A Petrobrás pode perfeitamente ser de chineses, contanto que obedeçam a nossas regras e paguem nossos royalties direitinho. Amanhã ou depois os chineses acham um bom negócio e a vendem para os árabes. O Brasil continuará do mesmo jeitinho que é hoje. Ninguém usará burka porque a Petrobrás agora é dos árabes. E quero ver o Romero Jucá, o Renan Calheiros, o Temer ou o Aécio colocarem operadores corruptos em uma empresa dirigida por chineses. Nas mãos de empresários competentes essas empresas crescerão e darão lucros e empregos para o Brasil, que é o que realmente importa. Essa é a grande diferença. (Percy Castanho Jr.)

Como ganhar as próximas eleições e conseguir governar

Como ganhar as próximas eleições e conseguir governar

 

A situação do Brasil está caótica. As finanças públicas vão explodir ano que vem. E o resultado das próximas eleições se configura imprevisível. Todos queremos mudanças, renovação, oxigenação, expurgo dos corruptos. Mas como fazer isso?

Na vida, e especialmente na política, há de se usar a inteligência, a malícia e a perspicácia, além de uma boa dose de jogo de cintura, para não se morrer na praia. Para que uma mudança de peso se torne viável, com a entrada de novos players e, ainda, com condições de governabilidade, o que significa fazer acordos com o Congresso, acordos esses não fisiológicos, mas programáticos, vislumbro uma solução. À primeira vista pode parecer meio utópica, mas acho que, se contarmos com a generosidade de cada um dos envolvidos, é perfeitamente viável. Nenhum dos nomes abaixo – nomes de pessoas contra quem não existe qualquer acusação e gente em quem eu votaria -, tem qualquer chance de chegar lá.  A exceção é Jair Bolsonaro, que está bem nas pesquisas, mas de quem falo particularmente abaixo. Minha ideia: eu trataria de agrupar numa mesma chapa os pré-candidatos  e congressistas Flavio Rocha, João Amoedo, Álvaro Dias, Jair Bolsonaro,  Arthur Virgilio, a senadora Ana Amélia e o senador Magno Malta. A maioria é liberal, de centro ou centro direita e suas diferenças não são de grande monta, podendo ser perfeitamente negociadas. Os partidários de Jair Bolsonaro, que está na dianteira em todas as pesquisas poderiam me perguntar o que ele ganharia com isso. E eu digo: tudo! Bolsonaro, no momento, está sozinho contra todos. Que se voltarão contra ele no horário político e nas vésperas das eleições. Mesmo que ganhe, será difícil governar, pois não conseguirá adesão no Congresso. Vide Jânio Quadros e Fernando Collor, abatidos por tentarem governar sozinhos. Sem egocentrismo, e pensando no Brasil, poder-se-ia extrair o melhor de cada um desses jogadores, formando um bom governo de coalizão. Gosto de Bolsonaro, apesar de seu temperamento forte. Mas o acho ainda fraco assumir uma Presidência da República. Preferiria vê-lo como Ministro, cuidando da Segurança, coisa que sabe fazer como ninguém. Na Presidência Flávio Rocha ou João Amoedo tem bastante experiência administrativa em grandes conglomerados industriais, comerciais e financeiros, o que dá uma bela visão geral de conjunto para administrar um País. Suas ideias batem com as dos liberais democratas de centro: enxugamento da máquina pública, estado menor, privatizações, meritocracia, abertura para o exterior, etc. Álvaro Dias seria um excelente Ministro da Casa Civil e, juntamente com Ana Amélia – quem sabe Ministra da Justiça – e Arthur Virgílio, do Desenvolvimento, mais Magno Malta, talvez na Agricultura, abririam o diálogo com o Congresso, que conhecem como ninguém, para aprovar as reformas que se fazem necessárias.  Tenho plena confiança de que, passadas as desconfianças iniciais, a convivência entre esses personagens traria frutos relevantes para nosso desenvolvimento. Política é a arte de conviver com as diferenças. Essa reunião de grandes talentos da política e da administração funcionaria como três boas parelhas de cavalos a conduzir uma carruagem no Oeste selvagem. Os cavalos mais experientes controlariam os mais impetuosos que por sua vez não deixariam os mais experientes se acomodar. Antes de me xingar, abra seus horizontes e pense com generosidade, não na pessoa de seu candidato, mas no Brasil. Ou apresente mais argumentos para abrilhantar o pedaço. Suas ideias serão bem-vindas.

Quem se interessa por Copa do Mundo?

Quem se interessa por Copa do Mundo?

 

Não me perguntem o ano, não sei. Só sei que estava sozinho no Rio. Dora estava em Sampa ou Salvador. Eu estava lá a trabalho. Mas era Copa do Mundo. E quem pensava em trabalho em tempos de Seleção? As ruas dos bairros todas enfeitadas, o chão pintado, bandeirinhas penduradas. Garotos despreocupados jogando bola no meio da rua. Eu andava de lá pra cá. Parava nos botecos, assistia aos jogos junto com desconhecidos. Pulávamos, nos abraçávamos. Dia seguinte estava em outro canto. Pegava um metrô, táxi ou ônibus e ia. Comia um galeto com arroz de brócolis em qualquer esquina de Copacabana e era uma delícia. Ao sabor de um chope contava piadas ou discutia futebol e política com estranhos, gente simpática que pareciam amigos de longa data. E assistia a mais jogos da seleção, o coração na boca, adrenalina total, paixão completa e tresloucada. Ia para o centro, para Ipanema e Leblon, para o Meyer. Era só alegria. E de repente o Brasil perdeu. Sai pelas ruas meio sem rumo, alucinado,  o coração em frangalhos. Vi muita gente assim, chorando pelas calçadas, pelos bares, por todo canto. Garotos com suas camisas amarelas, olhar perdido, esperança perdida, tudo perdido. Só uma coisa não notei naqueles dias, nem comigo nem com a população: preocupação com a segurança, assaltos, roubos, sequestros. Isso não havia. O Rio era alegre, em cada esquina, um aglomerado de gente batucando. A preocupação maior era se o chope deveria ser Brahma ou Antárctica, se iriam de bolinho de bacalhau ou angu. Acabei meu trabalho, voltei pra casa. O tempo passou. Mais rápido do que eu gostaria. Mês que vem tem Copa do Mundo. Mas o Brasil está corrompido. A CBF está corrompida. A FIFA está corrompida. Da escalação, só sabemos a do STF. E que Neymar está bom do pé. Tite esteve no Jornal Nacional é só reparamos no ridículo da situação. O que fizeram do Rio? O que fizeram do Brasil? O que fizeram de nós?  

Às Mães!

Às Mães!

 

Vi um vídeo dia destes no Face que me deixou num estado de torpor, sem qualquer possibilidade de reação, meio que chocado, meio que emocionado. Recusei-me a vê-lo até o fim quando percebi o que iria acontecer. Não lembro ao certo o nome dos animais, mas vou tentar descrever a cena. O vídeo mostra um rio enorme com uma forte correnteza. Em primeiro plano aparece um filhote de cervo, salvo engano, tentando atravessá-lo. E, tragédia anunciada, aparece, logo atrás, um tigre prestes a alcançá-lo. De repente, num gesto ao mesmo tempo aterrorizante e comovente, a mão do bicho aparece nadando desesperada e, sabendo-se impotente para conter o ataque, coloca-se entre o filhote e o predador, em atitude estática, esperando ser atacada em lugar de sua cria. Hoje, ao lembrar da trágica cena, pensei que apenas uma mãe é capaz de, por instinto, dar sua vida pelo filho sem pestanejar, sem pedir nada em troca, apenas por amor. Para nós, homens, protegidos que fomos por essas guerreiras, só nos resta admirar esse dom divino que jamais conseguiremos alcançar. Acho que vem dai a força da mulher, que conserva o equilíbrio deste mundo tão inconsequente. Parabéns a todas as mamães, avós e bisas que, independentemente de ter parido, dedicaram seu tempo e amor para criar, dar carinho e educação a alguém. De minha parte vejo minha querida companheira de todas as horas, Dora, dedicar-se de corpo e alma ao filho e à família, esquecendo-se muitas vezes dela mesma. Isso é ser mulher! (Percy Castanho Jr.)

Roda morta

Roda Morta

 

Jurei que não assistiria mais Roda Viva. Mas fui ver a entrevista de Guilherme Boulos. Afinal, precisamos saber quem são nossos inimigos. Um bando de débeis mentais o entrevistavam. O apresentador quer ser o bonzinho, fazendo caras e bocas de animador de festa infantil. Não articula coisa com coisa. É extremamente incompetente e ridículo. Suas perguntas não tem começo, meio nem fim. Um desastre. E os entrevistadores? Logicamente tinha uma negra comunista – daquelas bem chatas – escalada pra defender os quilombolas, os LGBTs, o politicamente correto e todas as minorias do universo, além de levantar a bola pro Boulos. Só que a imbecil não conseguia fazer uma frase completa com algum sentido. Pense numa mistura de Marina Silva, Caetano e Gil bêbados. Era ela. Os demais, no mesmo nível, balbuciantes, sem saber o que perguntar. Lamentável. E Boulos deitou e rolou falação, falácias e demagogias absurdas em cima deles, sem receber qualquer espécie de revide à altura. Boulos sabe falar e enrolar o público. É um populista da mais baixa categoria. Demagogo, se disse socialista – daqueles que vão à guerrilha – e que ajuda os pobres há 17 anos por simples sentimento de solidariedade, sem qualquer interesse. E nenhum entrevistador idiota lembrou de perguntar, já que ele não tinha nenhum interesse, o que é então que ele fazia ali como candidato a presidente da república… Boulos disse mais, que quer salvar os 99% da população que sofrem das mãos dos banqueiros assassinos e dos empresários corruptos. É um grande e perigoso bobão, tipo Lula, pois fica oferecendo benesses sem parar para os pobres e incitando-os a lutar contra os ricos. Seu programa de governo: um plebiscito para cancelar as poucas coisas boas que Temer fez (reforma trabalhista inclusive), cobrar IPVA de helicópteros e taxar milionários para arrecadar 100 bilhões e construir casas populares em lugares nobres pra todos os sem teto do Brasil, pois ele acha que pobre não pode morar na periferia. Ao fim e ao cabo, Boulos é uma esperta raposa de fala fina e mansa que quer subir ao Poder você já sabe para que. Cuidado com ele.

Uma ideia socialista

Uma ideia socialista

Aproveitando o aniversário de 200 anos de Karl Marx, comemorado em 05 de maio, pensei: e se todos os socialistas e comunistas do mundo (afinal, não tem muitos), se reunissem e fossem em vans, ônibus, barcos, cavalos, a pé, de camelos, mulas, skates, aviões, bicicletas, todos para algum lugar deserto da África, Rússia, China, Antártida ou alguma ilha desabitada, e lá começassem uma nova Nação Socialista, partindo da pobreza? A igualdade estaria garantida a princípio. O único problema que vejo é que eles não gostam muito de trabalhar. Então não haveria fazendas para invadir, fábricas para fazer greve, estradas para interditar. Não tendo ricos para roubarem, não sei como comeriam. Mas vejo vantagens: Chico Buarque, Caetano e outras antas fariam shows de graça para a patuleia, pois ninguém teria dinheiro pra pagar ingresso. Também não precisariam de Comissões de Direitos Humanos, Defensorias Públicas, OABs, Marias do Rosário, Marilenas Chiauis, Marcias Tiburis, ONGs, essas coisas. Nem construir presídios, coisa de que não gostam. O negócio é deixar todo criminoso solto. Mais dia menos dia ele ressocializa… 
A política seria animada: só teria Lulas, Gleisis, Vanessas, Lindbergs, Zés Dirceus, a brigar e se roubar entre eles. Acho que toda a população seria composta de funcionários públicos e sindicalistas, que se revezariam: uma vez por semana cada companheiro iria até a repartição para não fazer nada. Os demais descansariam e pensariam em palavras de ordem para gritar nas passeatas. Ops. Mas fazer passeata contra quem? É, acho que não iria dar certo. Essa turma precisa de bandeiras, precisa de gente trabalhando e gerando empregos, movimentando a economia, construindo casas para eles invadirem, montando fazendas para eles destruírem. Os comunistas precisam de uma elite pra chamar de sua. O socialismo, como ideia, não prescinde de um bom capitalismo a seu lado. Acho que teremos de aturá-los vagabundeando por aqui mesmo. (Percy Castanho Jr.)

A hipocrisia ao alcance de todos

A hipocrisia ao alcance de todos

 

Hoje amanheci irritado. Não com a vida, mas com a hipocrisia.

Como falo todos os dias, não decidi ainda em quem votar. Só que abomino campanhas difamatórias, principalmente quando imbuidas de má fé e covardia. E é claramente o que estão fazendo – a mídia à frente – contra o deputado Jair Bolsonaro. Hoje foi a vez de Miguel Reale Junior, no Estadão, um quarto de página assacando inverdades contra o moço e atacando a Revolução de 64, que nos livrou do comunismo. Ninguém precisa gostar do cara. Agora, dedicar o espaço que a mídia vem dedicando com o intuito de difamá-lo, fazer campanha contra, assacar inverdades, ai já é demais. Acho que cada um deve fazer campanha A FAVOR de alguém que goste, e não contra quem não goste. Senão vejamos: quem, em sã consciência, não disse na vida frases como: “se eu pudesse eu esganaria fulano”. Aposto que você disse. E será que você seria mesmo capaz de apertar o pescoço daquela pessoa até a morte? É claro que não. São coisas que se diz, alguns mais, outros menos. Se fossem pinçar todas as bobagens que eu disse ao longo da vida, seria condenado à morte ou, no mínimo, à prisão perpétua. Então, pegam o coitado do Bolsonaro – sim, porque neste caso ele é um coitado nas mãos da mídia – e pinçam frases dele. Respondendo a uma pergunta provocativa – sempre elas –, na verdade era mais uma acusação do que pergunta, de uma repórter sobre se teria usado o auxílio moradia para comprar apartamento, respondeu jocosamente: “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio moradia eu usava pra comer gente”. Pois bem, esse é o tipo de frase que eu também diria. Principalmente para responder a uma mulher que estivesse claramente me provocando. Só que ao invés de gente, diria, pra comer a mulherada. Isso é uma piada, ainda que grosseira. É direito de cada um achar que alguém que use tais expressões não deva ser presidente. Agora, tirar a expressão do seu contexto jocoso para chegar a insinuar que Bolsonaro falava em canibalismo, como ouvi, acho que é baixar o nível a degraus bem inferiores aos que ele está, isso pra não dizer que é pura má fé ou mau caratismo de quem inventa essas coisas com fins políticos. Outro exemplo de hipocrisia: a tortura. Essa prática foi elencada pela esquerda como o pior de todos os crimes, pior do que o estupro, pior do que o sequestro, pior do que o assassinato. Pois eu, como não tenho papas na língua e não sou hipócrita, afirmo: a depender do caso, qualquer ser humano será favorável à tortura. Senão vejamos o caso clássico: sequestradores levam sua filha. A polícia prende um deles, que afirma saber onde ela está, mas não vai contar. E diz mais: a cada dia seus comparsas vão enviar para a delegacia um dedo da moça. Você acha que é blefe e continua condenando a tortura até que, no dia seguinte, chega o primeiro dedo. No outro dia, chega o segundo. E eu pergunto: o que você faria? Esperaria chegar os dez dedos ou colocaria um saco de plástico na cabeça do sequestrador até ele indicar o paradeiro da menina?

Ser politicamente correto com a desgraça alheia é fácil. Quero ver quando ela bate à nossa porta.

Por isso digo que, a cada dia, a mídia mais nos empurra na direção de Bolsonaro, justamente por essas acusações, de cunho hipócrita e recheadas de mau caratismo. Prefiro um cara grosso e limitado, mas honesto e direto, cercado de gente competente, do que um desses almofadinhas da política, hipócritas, melífluos e desonestos até o último tostão, que nos enganam o tempo todo e você fica com a sensação de que querem nos ajudar.

Mas, como disse no princípio, ainda não me decidi sobre em quem votar, continuo apenas observando…

Retrato Falado de um Brasil falido

Retrato Falado de um Brasil falido

– Facções criminosas, de dentro de presídios, dominam a maioria dos estados e não param de crescer, chegando ao ponto de estar se expandindo para além de nossas fronteiras.
– O tráfico de drogas e de armas saiu de controle, disseminou-se Brasil afora e a polícia está aturdida, não sabendo mais o que fazer, além de não ter homens nem equipamentos para enfrentar a tecnologia dos bandidos.
– Execuções em massa são ordenadas quase que diariamente pelas facções.
– Guerras de quadrilhas são rotineiras, quase que diárias, deixando dezenas de vitimas, entre elas, inocentes.
– bandos com mais de 20 criminosos armados de fuzis e metralhadoras – ao melhor estilo de Lampião – invadem quase semanalmente cidades pequenas, afugentam os policiais e assaltam à luz do dia um ou mais bancos, dinamitando caixas e cofres.
– Nas grandes cidades, bandidos à mão armada assaltam e matam diuturnamente o cidadão em semáforos, avenidas, caixas eletrônicos, ciclovias, residências, escritórios, consultórios, comércios, em qualquer lugar.
– Advogados, vereadores e deputados, cooptados pelas quadrilhas, trabalham incessantemente tentando deixá-las à vontade nas ruas.
– Associações de Direitos Humanos, ONGS, Defensoria Pública, Sociólogos e partidos de esquerda trabalham no mesmo sentido, tentando imunizar os bandidos em nome de uma pretensa ressocialização de reeducandos. Para esse tipo de gente, nenhum bandido é perigoso e deve receber tratamento especial para não se sentir discriminado. Menor de idade, então, graças ao famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente, é um ser intocável, mesmo que seja assassino contumaz.
– No Congresso, a maioria de deputados e senadores tem dívidas a pagar com a Justiça, em sua maior parte por casos de corrupção e envolvimento com empresários e empreiteiros desonestos. E, mesmo investigados, continuam a fazer leis que os protejam e a seus apaniguados.
– As escolas, mal aparelhadas, estão dominadas pela esquerda, que tenta catequisar nossas crianças de maneira descarada pela cartilha de Marx, Lenin e Gramsci. Professores de esquerda, ao invés de ensinar português, matemática, línguas e valores, querem ensinar ideologias esdrúxulas e aviltantes, como a ideologia de gênero, tentando acabar com a diferença de sexo entre meninos e meninas. 
– Nossos hospitais não tem leitos, remédios, enfermeiras nem médicos, pois os recursos são desviados pela corrupção. A população não tem a quem recorrer e morre à mingua pelos corredores.
– Nossas estradas estão impraticáveis, perdendo-se grande parte da produção agrícola por culpa do descaso dos governantes. As ferrovias, que seriam uma solução barata, são descartadas.
– As contas governamentais não fecham, pois o governo é incapaz de fazer as reformas necessárias, tendo de destinar quase todo o dinheiro dos impostos para pagamento do funcionalismo público, cheio de penduricalhos, benefícios, “auxílios moradia, paletó, viagem, etc”.
– Os sindicatos, que tomaram conta do País, fazem chantagem sobre os Congressistas e não deixam leis que beneficiem o País serem promulgadas.
– O STF tem parte de seus membros segurando ações importantes, bem como tentando acabar com a única coisa boa que foi feita nos últimos tempos, a Operação Lava Jato – pois tem dívida de gratidão a quem os colocou lá e não julgam com os olhos na Lei, mas sim com os braços do patrão.
– Os políticos antigos, com medo do fim do Foro Privilegiado, armam suas arapucas em seus “redutos” para conseguir se reeleger e escapar da Justiça.
– Escândalos financeiros e sexuais atingem os dirigentes de esportes mais diversos, como futebol e ginástica olímpica.
– Mastodontes erguidos para as Olimpíadas e Copa do Mundo viram elefantes brancos e descobre-se que foram pivôs de incontáveis esquemas de corrupção e superfaturamento.
– Brasil afora ambulâncias, equipamentos hospitalares, computadores, pontes e viadutos inacabados vão enferrujando.
– A burocracia, ao invés de diminuir, aumenta em todas as áreas, desincentivando o investimento externo e interno, e colocando-se a serviço dos cobradores de pedágios para liberar facilidades.

– Enquanto isso o fim do Foro Privilegiado fica parado no STF à mercê de algum pedido de vista.
– Enquanto isso mais de vinte paraquedistas se lançam candidatos a presidente sem ter a mínima qualificação para tanto.
– Enquanto isso a Receita Federal fica de olho em seus depósitos de quinhentos reais, ameaçando-o com a malha fina, mas não consegue detectar transações de milhões (e até bilhões) de dólares da corrupção.
– Enquanto isso a gasolina atinge preços estratosféricos, independentemente do barril de petróleo subir ou descer no exterior.
– Enquanto isso o desemprego atinge níveis jamais alcançados no País. No momento, a conta – por baixo – é de mais de treze milhões de desempregados.
– Enquanto isso as milícias vão aos poucos dominando os espaços deixados pelo crime, se misturando a este, de maneira a não podermos distinguir quem é mais perigoso.
– Enquanto isso as malas e cuecas de dinheiro continuam a circular, ignorando a Polícia Federal, a Lava Jato e o que mais for.
– Enquanto isso sobe a luz, sobe a água, ninguém faz rede de esgoto e, a cada seca, espera-se seis anos por uma nova frente fria que traga chuva ao invés de se pensar em poços artesianos, açudes, etc.
– Enquanto isso, nosso dinheiro paga os calotes de paises africanos e bolivarianos que receberam financiamento a fundo perdido, sem garantias, do governo petista.
– Enquanto isso o PT e outros partidecos ficam xingando a Justiça, pedindo a libertação de criminosos condenados – leia-se Lula – e fazendo baderna nas ruas sem que se veja qualquer reação das autoridades.
– Enquanto isso o “movimento” MTST invade, destrói e incendeia prédios para que seu criador e presidente, o Mauricinho Guilherme Boulos seja parido como nova cara política e se lance – pasmem – candidato a presidente da República quando devia, isso sim, é estar sendo processado senão preso preventivamente.
– Enquanto isso o presidente Michel Temer, com a menor avaliação popular em muitas décadas, cheio de processos por corrupção, fica indo diariamente às redes de tv para dizer que o estão perseguindo, que aumentou o salário mínimo para quase mil reais, que o salário família agora é o maior do mundo e outras baboseiras, com o único intuito de se candidatar à reeleição.
– Enquanto isso trinta por cento da população – que já não tem mais desculpa de ser mal informada – ainda quer votar no Lula, um ladrão descarado que está preso.
– Enquanto isso, Dilma Rousseff, apeada do governo por pedaladas e outros malfeitos, ao invés de perder seus direitos políticos como manda a Lei, está apta a se candidatar e, pasmem, senhores, tem gente disposta a votar na madame.
– Enquanto isso, um bando de artistas e pseudo intelectuais, além de políticos mais sujos do que pau de galinheiro, fica defendendo Lula e denegrindo o nome do Brasil no exterior.

 

E, last but not least, enquanto isso, nós, os pagadores de impostos, a classe média que sempre paga o pato, fica aqui, que nem tonta, tentando fazer alguma coisa mesmo sabendo que é quase impossível, pois escrever no Facebook sentado na poltrona é fácil, mas sair pras ruas ninguém quer. E mesmo quando criamos coragem e saímos, só vemos velhos e algumas crianças, pois os jovens de hoje, politicamente alienados, não querem saber de textão nem de problemas. Seu negócio é Instagram. Salve-se, pois, quem puder, uma vez que infelizmente este é o Retrato Falado de um Brasil falido!