Escolha a carapuça que melhor lhe sirva. Ou não!

Se você vive falando em desigualdade social, reclama do politicamente incorreto e do egoísmo das elites, mas mora na zona sul do Rio, nos jardins em São Paulo, no centro de Manhattan, nos condomínios luxuosos Brasil afora, passa férias em Paris ou Miami dependendo de sua cultura, não acha que está na hora de começar a dar o exemplo? Caso contrário, seu discurso não passa de hipocrisia rastaquera. Mesmo que você não se ache um socialista, você é! Aqui não falo de gente que conquistou seu patrimônio honestamente, seja rico, classe média ou remediado, mas que sabe que há injustiças no mundo e que o melhor remédio para amenizá-las é a meritocracia, é gerar riqueza para depois distribuí-la. Falo é de gente discursiva, ativistas de meia tigela, mimizentos inconformados, que vivem bem mas acham bonito ostentar um perfil de esquerda. Socialista/comunista não é apenas quem frequenta reuniões de partido, grita Lula Livre nas passeatas, adora o PSOL e o Jean Willys. Esses geralmente são ignorantes feitos de massa de manobra e levados pela lábia dos espertalhões que sobem aos palanques para oferecer o néctar dos deuses a preços módicos e em suaves prestações. Você é muito pior do que isso. Você é daqueles socialistas que nem se consideram como tal, mas mantém um falso discurso “progressista”, vive dizendo da boca pra fora que não se conforma com a pobreza no mundo, que a desigualdade social é fruto do egoísmo das elites, que a democracia deve vir acompanhada de liberdade total, que a imprensa anda sofrendo mordaça, que estão destruindo a cultura, inibindo nossas universidades, acabando com o meio ambiente e destruindo nossas florestas e que quem não pensa como você é fascista. Acorda, amigo! Onde você aprendeu isso? Nas universidades gratuitas que frequentou às nossas custas, doutrinado por pseudo professores pagos não para ensinar, mas para lavar sua mente? Sinto informá-lo que quem tem a “expertise”, o monopólio para atuar nesse lado obscuro da política, que adota o Código Penal como Código de Ética, é ninguém menos do que a esquerda, do que seus ídolos de pés de barro. Enquanto discursam contra o roubo, corrompem todos à sua volta. Enquanto arrotam sobre cultura, disseminam a ignorância. Enquanto acumulam riqueza, distribuem equanimemente a pobreza. Enquanto exaltam o bem estar social, corroem as famílias. Enquanto criticam a falta de segurança, incentivam a bandidagem. Esquerdistas são mágicos diversionistas, que iludem o povo com uma mão enquanto com a out6ra enfiam coelhos verdes e dourados nos bolsos e cuecas. Apropriaram-se de um discurso fácil, politicamente correto, que finge proteger pobres, acabar com a desigualdade, incentivar a cultura e fazer um estado robusto, o guarda-chuva que protegerá a todos das tempestades sociais. São inteligentes. Inteligentes e mentirosos, bem entendido. Pois, uma vez no Poder, tratarão de forrar seus bolsos e seus estômagos com tudo que a elite produzir de bom e de melhor, se lambuzarão com o melado sujo da riqueza e nadarão de braçada nos rios dos descaminhos, sempre à bordo da primeira classe. E o povo, coitado, a quem lhes será tirado o direito de aprender ou ao menos ver o que acontece, continuará com suas cantilenas regadas a guaraná e mortadela. É como se vivessem em comunidades anestesiadas ou dopadas de um Osho, um Jim Jones, um Colin Batley, só à espera de um comando para protagonizar uma tragédia. Mal sabem que a tragédia é a vida que levam… E a você, que mora nos melhores endereços mas não quer se desfazer dele em prol dos pobres a que tanto tem apreço, e que não tem a desculpa de ser ignorante, só restará a carapuça da alienação mental, acompanhada do adjetivo apropriado: hipócrita, burro ou ladrão. Escolha…

E-mail a uma jornalista

Prezada Eliane: Você escreve bem. Parabéns! Mas elogios para você não devem ser novidade. Permita-me então um alerta, pequeno dardo que pode atingir a espinha dorsal de qualquer auto-estima. Sua inteligência deve saber, mas a vaidade de quem fez sucesso pode impedi-la de trazer à tona a constatação óbvia de que os veículos que pagam suas contas não o fazem exclusivamente pelo talento que impulsiona sua pena (sou das antigas). Eles a pagam, essa é que é a verdade, por você escrever ou falar o que querem ouvir e, principalmente, que outros ouçam, mesmo que sua lógica tenha que dar nós nos fatos, enviesando-os até se adequarem à vontade dos patrões. Mesmo que a verdade fique tão deformada como certos sorrisos regados a Botox. Isso a torna uma áulica, igual ou pior a nós, os bolsomitos, que vibramos a cada canelada do capitão; e que acreditamos no fim do politicamente correto – essa praga que se impingiu na republiqueta de bananas que o PT criou –, bem como, se não na extinção, ao menos no ostracismo da esquerda e suas estratégias gramscianas. E no afastamento dessa gente “humilde”, pseudo intelectuais de ponche e Iphone, detentores do monopólio do bem estar social, casta que jamais pensou em trabalhar, mas sim em aboletar-se nas tetas estatais (ou da mídia barbudinha e “imparcial”). Tenha um bom domingo

“Pessoas em situação de rua”

Esse é mais um eufemismo da esquerda pra justificar vagabundos, cachaceiros, drogados, pessoas que desistiram de viver em sociedade e trabalhar, para simplesmente ocupar o espaço público e promover baderna. E que são caso de saúde pública, pois transmitem doenças (tuberculose, sarna, piolho, hiv). E que matam de quando em vez, haja vista a tragédia de ontem no Rio de Janeiro onde duas pessoas de bem perderam a vida. O vagabundo sobreviveu… Essa tal de “Constituição Cidadã”, a que só confere direitos e dá regalias, protege bandidos e esquece dos deveres, imposta pela esquerda e aceita passivamente pela população deslumbrada com tantos “benefícios sociais”, é a maior praga reinante no País e deve ser extirpada. Bom era o tempo em que vagabundo sem carteira de trabalho era preso por vadiagem. Já que colocaram na Constituição que a propriedade deve ter uma “finalidade social”, que tal colocarem no “livrinho” que o cidadão também tem o dever, se não de contribuir, mas ao menos de não atrapalhar o bem estar da população. Por falar nisso, Santos foi eleita a melhor cidade do País para se viver. Sabem por quem? Pelos moradores de rua… Tem praia, tem chuveiro, sanitários à vontade, jardins extensos, uma prefeitura boazinha, bancos para se estirarem ao sabor do sol… Pelo amor de Deus, tirem esses vagabundos das ruas.

ps: sei que tem gente de bem – famílias – que está nas ruas por absoluta falta de condição e de emprego; a esses o Estado deve dar a devida atenção, moradia e emprego. Aos demais, vagabundos cachaceiros que não querem ser ajudados, não querem tomar banho nem trocar de roupa, cana! Ou mandem pra casa do pessoal “bonzinho” do PT, do PSOL, etc. Afinal, na visão deles a propriedade não deve ter “finalidade social”?

Cachorro abandonado tem dono?

Começar uma coisa é fácil. Seja um projeto, uma faxina, um negócio, uma faculdade, desmontar uma bicicleta, um curso de inglês, uma dieta. Difícil é acabar, terminar, deixar pronto, remontar, atingir o objetivo. De cada dez projetos nove são abandonados, esquecidos, desprezados. Governantes são especialistas em “esquecer” obras inacabadas de governos anteriores e inaugurarem novos e retumbantes projetos, que certamente também ficarão inacabados e largados pelo próximo eleito. Bolsonaro, como sempre, fez diferente: pegou o acordo Mercosul/União Européia que se arrastava há anos e assinou. Pegou a BR 163, que atola carros há décadas, e está terminando. Pegou privatizações encalacradas e rapidamente liquidou-as. Pegou a Reforma da Previdência, que já teve duzentos pais e vai aprová-la. E o que faz a oposição incompetente e de má-fé? Diz que é tudo projeto de governos anteriores. Não, meus amigos. Não é. Um projeto, quando é esquecido, desprezado pelo seu criador, é como um filho abandonado pelos pais: fica órfão. Se não de direito, de fato, que é o que importa. Que esses canalhas que afundaram e roubaram o Brasil por décadas não venham agora menosprezar os feitos do Capitão e reivindicar louros sobre “filhos” que não souberam tratar, que foram abandonados pelo caminho como cachorro sem dono e que, por isso, não mais lhes pertencem. O mérito por tudo de bom que está acontecendo e vai acontecer ao Brasil é todo de Bolsonaro e sua equipe. E nosso, que humildemente acreditamos nele e o elegemos para levar a cabo as mudanças que já começaram – e certamente vão terminar -, a faxina para erradicar a esquerda, sua corrupção, suas mentiras e sua incompetência. Os pobres pets, abandonados nas ruas da inépcia petista foram, enfim, resgatados e encontraram, finalmente, um amigo de verdade em que possam confiar.

Criança pode trabalhar?

Comecei a trabalhar aos 13 anos. No escritório de engenharia do Dr. Gallelo, um conceituado professor da Politécnica/USP, cuja filha Maria Beatriz Gallelo é minha amiga no Face. Era na Barão de Itapetininga, quando o centro de São Paulo ainda era charmoso, e as mulheres elegantemente vestidas iam ao Mappin fazer compras terminando com um chá na Xavier de Toledo. Lá aprendi muito. Eu terminava o ginasial pela manhã no Fernão Dias, em Pinheiros, e trabalhava à tarde. O escritório era especializado em serviços de saneamento e obras para prefeituras e ali conheci inúmeros prefeitos, a quem recebia muitas vezes sozinho e ficava ali, conversando e assimilando coisas novas. Aprendi também como montar processos para concorrências públicas. Como ver plantas de engenharia e seus diversos cortes. E muito me orgulho disso. Enquanto isso, muitos “amigos”, garotos de minha idade, se perdiam nas ruas do Alto de Pinheiros, iam usar drogas no Largo do Joquei Clube, aprender a roubar e traficar. Mas, como eu, inúmeros garotos e garotas hoje bem sucedidos, começaram a trabalhar ainda criança. Obviamente não era um trabalho forçado, em minas de carvão ou coisa assim, o que não recomendo. Tínhamos uma visão de mundo e dos negócios que quem não trabalha cedo não tem. Vi muita gente se formando em Direito e sem a menor noção do que era protocolar alguma coisa em uma repartição pública. Pode? Mas então chegou a tal da esquerda com suas ideias absurdas sobre educação infantil, sobre passar a mão na cabeça dos adolescentes, deixar fazer o que quiserem, proibir de trabalhar, dar liberdade total, a psicologia da permissividade. Inventaram o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, que só tem direitos e nenhum dever, etc. Deu no que deu. Hoje em dia, enquanto adolescentes drogados batem ou matam pais e professores, um Presidente bem intencionado não pode sequer falar o que estou falando aqui, que começou a trabalhar cedo, pois a mídia e os fanáticos esquerdistas caem de pau nele. É preciso ter coragem e enfrentar essa corja. Colocar a polícia dentro das escolas e prender adolescente vagabundo. Não é apreender, não. É prender mesmo, enjaular, engaiolar quem não andar nos eixos e não respeitar mais velhos. E processar pais irresponsáveis e covardes que tudo permitem e ainda reclamam se alguém der uma dura nos seus rebentos. Será que é tão difícil ser macho (no sentido de coragem, que algumas mulheres também tem de sobra) neste País? Já dei a ideia: Todas – eu disse TODAS – as escolas do País deveriam ter uma salinha com dois PMs, pagos pela Secretaria da Educação. Qualquer bagunça eles prenderiam os responsáveis, chamariam uma viatura e abririam um inquérito contra os menores e seus pais. Queria só ver quanto tempo demoraria pra essa bagaça entrar nos eixos!

Sergio Moro no Senado

Verdadeiramente vergonhosa, desrespeitosa e ofensiva a atuação de alguns senadores da oposição inquirindo o Ministro da Justiça Sergio Moro, que ali foi espontaneamente para prestar esclarecimentos, e não para ser ofendido . Essas figuras, que enxovalham o Congresso do Brasil – em sua maioria com um currículo apto a lhes garantir lugar de destaque em qualquer presídio federal -, sabendo-se sem condições de defender sua inexistente honra, procuram desmerecer a ilibada pessoa de um cidadão que está servindo ao Brasil em detrimento de sua própria vida pessoal. Sergio Moro, com paciência de Jó, vai repetindo o óbvio, a verdade que não interessa a ouvidos moucos e honestidade pouca: o vazamento é produto de crime e as conversas não podem ser confirmadas, nem por ele nem por ninguém. E, mesmo se fossem, não teriam nada demais. Todos sabem – hipocrisia à parte – que ao Juiz é dado constitucionalmente o direito de pedir provas ao MP e à Polícia, pois a finalidade maior é julgar baseado na maior quantidade de provas possível. E também que juízes conversam com advogados e procuradores o tempo todo. Aliás, políticos são os que mais procuram ministros de tribunais superiores na esperança de ver seus desmandos engavetados. Assim, nessa triste audiência pública, vemos “políticos” corruptos interessados em defender as próprias calças se esquecerem do principal e se agarrarem à brocha que pinta quadros falsos em fachadas inexistentes, sem perceber que a escada da impunidade não mais está sob seus pés. Só nos resta – e ao nosso herói – esperar aquele desfecho sensacional – como nos desenhos infantis de antigamente -, quando o vilão paira milagrosamente no ar antes de perceber que a casa caiu, e despencar com ela diretamente para uma cela no chão frio da realidade. Vida longa a Sergio Moro. Prisão longa a quem o destrata.

Bolsonaro e a ideologia

O que os mais céticos, alguns intelectuais e muitos pseudo intelectuais de esquerda, ou mesmo gente bem (mal) informada, que continua acreditando nos duendes e nos Alckmins da vida não entendem mesmo, ou fingem não entender é que: Nós, o povo, a classe média que sempre pagou as contas, que não é burra e é tão bem informada quanto eles, elegemos Bolsonaro por dois motivos: Ideologia e combate à corrupção, um, aliás, intrinsecamente ligado a outro, uma vez que para a esquerda os fins sempre justificaram os meios, ainda que os fins sejam os bolsos de seus dirigentes. Sim, detratores de Bolsonaro, estávamos cansados de ser reféns da esquerda desde os bancos escolares, sendo hostilizados por pseudo progressistas que espertamente se auto intitularam santos, garantindo o monopólio da defensoria dos pobres e oprimidos, das causas sociais, da luta contra os poderosos e a elite. Estávamos cansados do politicamente correto, dos ativismos das minorias, transformando todos os que não concordam com suas ideias em homofobicos, fascistas e até racistas ou nazistas. Estávamos cansados dessa massificação do sexo “diferente” que infesta as redes de televisão, tentando nos fazer crer que tudo é natural. Estávamos cansados de ver sociólogos de meia tigela defendendo bandido e execrando a polícia a cada telejornal ou programa de entrevistas. Estávamos cansados do toma lá, dá cá dos políticos, sua roubalheira desenfreada e suas leis em causa própria. E estávamos cansados do STF soltando seus cupinchas poderosos, engavetando processos importantes e se intrometendo na vida de todo cidadão, assim como o Estado vinha fazendo. E estávamos cansados da doutrinação feita nas escolas por professores sindicalizados que não tem o mínimo interesse em formar cidadãos de bem, mas sim em formar militantes do mal, jogando adolescentes contra a própria família. Estávamos cansados das invasões e ataques à propriedade privada e ao patrimônio público promovidos por vagabundos, à frente os MSTs, MTSTs, ONGs e outros “movimentos sociais” acéfalos. Estávamos cansados dos sindicatos que mandam no País através do medo e da chantagem que impõe aos congressistas. Esse nosso cansaço de décadas de silêncio resultou em revolta, no povo nas ruas de forma espontânea com camisas verde-amarelas e não vermelhas sob pagamento, e resultou, por fim, na eleição de um homem comprovadamente honesto e corajoso, que conseguiu conviver por vinte e oito anos ao lado de hienas sem adquirir seus maus hábitos. Então, quando vocês disserem que qualquer ato, demissão, arroubo, decisão ou piada do Presidente tem cunho ideológico, vocês estão cobertos de razão. Bolsonaro, Moro, Paulo Guedes e cia. estão lá para varrer do poder todo e qualquer resquício dessa peste, desse vírus, desse cancro que tenta minar a família chamado socialismo, comunismo ou qualquer outro nome que queira dar para esse regime criminoso e autoritário que jamais deu certo por onde passou. E, apesar de seus gritinhos histéricos, do mimimi constante, do domínio da mídia, dos Lulas presos e das Marias do Rosário soltas, o nosso apoio a Bolsonaro, a Sergio Moro, a Paulo Guedes e à toda a equipe de governo não será minado. Será, sim, fortalecido a cada cacarejo de vocês! Estamos entendidos?

O nó da gravata

Já comentei isso aqui. Mas precisamos voltar de vez em quando ao mesmo assunto porque, mesmo sendo uma fonte inesgotável de besteira, minha cabeça não é um computador de última geração, é no máximo um robocop gay, só que não, como se dizia nos primórdios destas redes. E é assim que, quando era jovem, comprava religiosamente nas bancas, me parece que a cada duas semanas, uma revista, a belíssima coletânea de histórias detetivescas chamada Mistério Magazine de Ellery Queen (EQMM). Era um espetáculo. Cada revista vinha, salvo engano, com cinco ou seis contos, de altíssima qualidade. Minha memória para enredos, filmes, livros, músicas, é péssima, graças a Deus, pois isso me permite jamais plagiar alguém. Não lembro nem de minhas próprias músicas. Sempre foi assim. But, uma das histórias que li em Ellery Queen ficou marcada em minha memória por um detalhe: havia um criminoso, que praticava seus ilícitos diariamente, e o qual ninguém conseguia descrever. Não conseguiam dizer se era alto ou baixo, gordo ou magro, branco ou negro. Após muitas elucubrações, o herói desse conto, um detetive famoso de quem me escapa – e escapa bem pra longe, talvez pra Tailândia – o nome, descobriu uma coisa em comum: todas as vítimas só se referiam à gravata do indigitado. Um dizia: “só lembro que usava uma gravata berrante, cor de abóbora” E outro: “não me lembro de nada a não ser da gravata, vermelha com enormes bolas azuis”. E nosso herói, a partir dai, descobriu a estratégia do bandido: usar roupas discretas e cara de paisagem associadas a uma gravata super berrante, daquelas de para trânsito em Manhattan. Assim, todas as atenções iam para o penduricalho pescocífero e as vítimas esqueciam do principal. Legal, né? Bons tempos em que ainda não haviam câmeras chinesas de reconhecimento facial, podíamos entrar nos motéis cumprimentando todo mundo… Saudades de Ellery Queen. E por que esse longo introito (palavra em desuso)? É por causa dos delinquentes do Centrão (leia-se PP) que foram tornados Réus ontem. Eles não tem cara, não tem rosto, não tem fisionomia, não tem personalidade. Posso olhar duzentas vezes para suas fotos que não os identifico em meio à massa amorfa do Congresso. Usam a mesma estratégia do criminoso da história. São invisíveis, individualmente, para não chamar a atenção. Mas, espertamente, apesar de que aposto essas toupeiras jamais leram Ellery Queen, praticam seus desmandos usando uma gravata berrante, um acessório pra desviar nossa atenção chamado Centrão. Ainda bem que por aqui podemos contar com nossos brilhantes detetives, heróis de carne e osso – como Sergio Moro e Daltan Dalagnol –, que parecem saídos das páginas de Ellery, para dar um fim a esse bandidos e ao crime, organizado ou não. Olho no Coringa, gente, que Batman sozinho não dá conta!

Lei da Toga – Lei 2424, de 11/06/2019

A OAB, o Congresso Nacional e o STF, tendo em vista suas atribuições e seu elevado espírito público, decidem:

Artigo primeiro. Visando manter o respeito e não ficar de futrica com seus colegas e membros do ministério público, tampouco advogados, todos os juizes de direito. desembargadores e ministros devem usar, a partir da publicação da presente, a roupa exposta na foto.

Artigo segundo. A peça deverá ser feita em aço inoxidável e à prova de som.

Artigo terceiro. A peça conterá duas portinholas, à frente e na traseira, para disponibilizar necessidades prementes.

Artigo quarto. Fica vedado o uso de abridor de latas e materiais afins no interior dos foruns.

Artigo quinto. Cada magistrado terá direito a dois funcionários para o carregarem do carro para sua sala. Artigo sexto. Anulem-se todos os atos da Lava Jato até a presente data. Expeça-se alvará de soltura para Lula e todos os cumpanheiros. E viva la vaca loka.

Esta Lei entra em vigor a partir da data de sua publicação.

Brasília, em 11/06/2019

Assinado: nós, os honestos!