Você prefere ser rico, bonito ou inteligente?

Você prefere ser rico, bonito ou inteligente? Ao escolher uma opção as outras duas serão opostas. Se escolhestes a riqueza, serás rico, porém feio e burro. Não vejo muito futuro pra ti. Feio como um prato de buchada de bode em noite de tempestade, e ainda por cima burro como uma anta – ou vice versa -, serás chifrado pela gatinha piriguete filha do teu vizinho – que tu fica espiando de rabo de olho -, que lhe tomará toda a grana mais rápido do que demoro pra te chamar de trouxa. E, assim, brevemente ficarás feio, burro e pobre. Se escolhestes a beleza, também não vejo grande futuro para tua venerável pessoa. Serás belo, pobre e burro. Se, com essa tua belezura principesca toda, conseguires ficar do lado de cá – o lado hétero, meu – , pegarás um coroa abonado ou uma balzaquiana gostosona e abonada, que te usará enquanto fores filé mignon e te largará assim que entrares no osso, momento em que serás largado às traças, já carcomido, feio, pobre e burro. Certamente a melhor opção é a inteligência, pois com ela tu conquistarás a riqueza de espírito e a beleza da cultura, que te farão cada vez mais inteligente, rico, belo e desejado pelas mulheres e pelos homens. Bom, se não estou lá muito certa disso, ao menos esse pensamento é que serve de consolo às pobretonas feiosas que nem eu… Nossa sorte é que no meio da salada geral sempre sobra algum rabanete ou couve-flor…

Lula e a lâmpada de Aladim

Lula e a lâmpada de Aladim . Gleisi Hoffmann levou pro Lula, em sua confortável cela na prisão, uma lâmpada de Aladim. Ele esfregou – primeiro Gleisi, depois a lâmpada, -, ouviu-se um estampido, que pensaram ser um rojão pela sua soltura, e apareceu um gênio: “Senhor Presidente, o senhor tem direito a três desejos. Manda bala” “Começou a provocação, quem manda bala é Bolsonaro. Eu mando dinheiro pra fora. Mas vamos lá. Eu quero: Primeiro, sair da cadeia; Segundo, colocar no meu lugar o culpado por eu estar aqui; E em terceiro, dar muita risada da cara dele!” “Seu desejo é uma ordem, senhor. Um minutinho que já vou providenciar…” Meia hora depois volta o gênio com um espelho de mão, entrega pra Lula e diz: “Tá tudo ai. Comprei o espelho no camelô da esquina.” “Como, seu pilantra? Tás de conluio com o Moro, vagabundo? Cadê meus desejos?” “Não, senhor, apenas obedeci suas ordens: o senhor pediu pra sair da cadeia e colocar o culpado por estar ai em seu lugar para dar risada dele. O culpado por estar ai é o senhor mesmo, e pra dar risada de sua cara, só com um espelho. Esse foi o segundo desejo mais barato que já me apareceu. Valeu. Gratidão.” “Gratidão o cacete, coisa mais chata isso, Desgraçado, e qual foi o primeiro desejo mais barato?” “Foi um burro – de verdade – que me pediu, coitado, pra comer uma pizza ao menos uma vez na vida” “E ele pediu pizza do que?” “De capim, uai… E ainda sobrou um pedaço. Servido?”

Polícia espanhola desmascara a fraude da cocaína no avião!

Ao examinar mais atentamente os 39 pacotes de cocaína escondidos na maleta de mão do sargento da Aeronáutica a policia de Sevilha descobriu que apenas os quatro pacotes de cima da pilha continham cocaína. A droga era apenas para despistar os cachorros. Os demais pacotes continham polvilho azedo. Após intenso interrogatório o sargento – que é mineiro de Uberaba –  confessou que estava contrabandeando pão de queijo desmontado…

Dia dos Namorados

Dia dos Namorados Para Dora. E para vocês. . Não faço o tipo romântico. Nunca fiz. Talvez por ser tímido, sei lá. Faço o tipo desligado e desastrado. Mas, na qualidade de eterno sonhador, sou, sim, um irrecuperável romântico. E Dora, minha inseparável companheira e namorada, é romântica por nós dois. Me traz flores TODOS OS DIAS até hoje. São pequenas florezinhas apanhadas na rua, em qualquer jardim, até aquelas pequeninas, amarelas, que nascem em meio à grama. E, cada vez que as recebo, dia após dia ao longo destes anos todos, que nem direi quantos para não assustá-los, percebo como sou um homem feliz em ter encontrado alguém que me ama de verdade, que se preocupa, que é companheira de todas as horas (e cada uma braba que vivemos, ela absorvendo minhas loucuras…). Só posso dizer que convivo com Dora vinte e quatro horas por dia, trabalhamos juntos em casa, caminhados oito quilômetros diariamente, viajamos constantemente, e o que não nos falta é assunto. Por isso, para mim todos os dias são dia dos namorados. Um beijo para você, meu bem! E, por falar em romantismo… A única vez em que tentei demonstrar ser um galã romântico foi quando, em Curitiba, onde moramos e nasceu nosso filho, eu ia para casa e percebi muitos vendedores de flores nos semáforos. Pensando em lhe fazer uma inusitada e inédita surpresa, comprei um buquê. Dos grandes! Todo garboso, entreguei as flores para Dora que aceitou sorrindo e disse: belo presente, aliás, o mais indicado para este Dia de Finados… Feliz Dia dos Namorados a todos os felizardos que conseguiram capturar um. E fé em Santo Antônio para os demais. Bjos.

O nó da gravata

Já comentei isso aqui. Mas precisamos voltar de vez em quando ao mesmo assunto porque, mesmo sendo uma fonte inesgotável de besteira, minha cabeça não é um computador de última geração, é no máximo um robocop gay, só que não, como se dizia nos primórdios destas redes. E é assim que, quando era jovem, comprava religiosamente nas bancas, me parece que a cada duas semanas, uma revista, a belíssima coletânea de histórias detetivescas chamada Mistério Magazine de Ellery Queen (EQMM). Era um espetáculo. Cada revista vinha, salvo engano, com cinco ou seis contos, de altíssima qualidade. Minha memória para enredos, filmes, livros, músicas, é péssima, graças a Deus, pois isso me permite jamais plagiar alguém. Não lembro nem de minhas próprias músicas. Sempre foi assim. But, uma das histórias que li em Ellery Queen ficou marcada em minha memória por um detalhe: havia um criminoso, que praticava seus ilícitos diariamente, e o qual ninguém conseguia descrever. Não conseguiam dizer se era alto ou baixo, gordo ou magro, branco ou negro. Após muitas elucubrações, o herói desse conto, um detetive famoso de quem me escapa – e escapa bem pra longe, talvez pra Tailândia – o nome, descobriu uma coisa em comum: todas as vítimas só se referiam à gravata do indigitado. Um dizia: “só lembro que usava uma gravata berrante, cor de abóbora” E outro: “não me lembro de nada a não ser da gravata, vermelha com enormes bolas azuis”. E nosso herói, a partir dai, descobriu a estratégia do bandido: usar roupas discretas e cara de paisagem associadas a uma gravata super berrante, daquelas de para trânsito em Manhattan. Assim, todas as atenções iam para o penduricalho pescocífero e as vítimas esqueciam do principal. Legal, né? Bons tempos em que ainda não haviam câmeras chinesas de reconhecimento facial, podíamos entrar nos motéis cumprimentando todo mundo… Saudades de Ellery Queen. E por que esse longo introito (palavra em desuso)? É por causa dos delinquentes do Centrão (leia-se PP) que foram tornados Réus ontem. Eles não tem cara, não tem rosto, não tem fisionomia, não tem personalidade. Posso olhar duzentas vezes para suas fotos que não os identifico em meio à massa amorfa do Congresso. Usam a mesma estratégia do criminoso da história. São invisíveis, individualmente, para não chamar a atenção. Mas, espertamente, apesar de que aposto essas toupeiras jamais leram Ellery Queen, praticam seus desmandos usando uma gravata berrante, um acessório pra desviar nossa atenção chamado Centrão. Ainda bem que por aqui podemos contar com nossos brilhantes detetives, heróis de carne e osso – como Sergio Moro e Daltan Dalagnol –, que parecem saídos das páginas de Ellery, para dar um fim a esse bandidos e ao crime, organizado ou não. Olho no Coringa, gente, que Batman sozinho não dá conta!

Lei da Toga – Lei 2424, de 11/06/2019

A OAB, o Congresso Nacional e o STF, tendo em vista suas atribuições e seu elevado espírito público, decidem:

Artigo primeiro. Visando manter o respeito e não ficar de futrica com seus colegas e membros do ministério público, tampouco advogados, todos os juizes de direito. desembargadores e ministros devem usar, a partir da publicação da presente, a roupa exposta na foto.

Artigo segundo. A peça deverá ser feita em aço inoxidável e à prova de som.

Artigo terceiro. A peça conterá duas portinholas, à frente e na traseira, para disponibilizar necessidades prementes.

Artigo quarto. Fica vedado o uso de abridor de latas e materiais afins no interior dos foruns.

Artigo quinto. Cada magistrado terá direito a dois funcionários para o carregarem do carro para sua sala. Artigo sexto. Anulem-se todos os atos da Lava Jato até a presente data. Expeça-se alvará de soltura para Lula e todos os cumpanheiros. E viva la vaca loka.

Esta Lei entra em vigor a partir da data de sua publicação.

Brasília, em 11/06/2019

Assinado: nós, os honestos!

Uma história sem pé nem frango assado

Uma história sem pé nem frango assado Ana Julia, moça do interior, foi confessar com Padre Eustáquio. Confessou que ainda era moça. Padre Eustáquio a levou pra sacristia e mostrou com quantos paus se faz um banco de igreja. Só que, constatou-se depois, nem padre Eustáquio era padre, nem a moça era mais moça. Da relação nasceu um bacorinho a quem foi dado o nome de Sacristóvão. Padre Eustáquio o batizou em uma cerimônia três em um, onde foi o batizante, o pai e o padrinho. Ana Julia só chorava. Padre Eustáquio então cantou “Por quem chora Ana Julia” e ela chorou mais ainda, pois a letra estava errada, essa música é Por quem chora Ana Maria, do Juca Chaves. A música dela, desculpando o cacófato, é do Los Hermanos, banda dissolvida em ácido sulfúrico mês passado, Graças a Deus, já que o cantor é um chato, que casou com uma cantora mais chata ainda e que merecidamente levou uma chapoletada do Chorão, que Deus o tenha, no aeroporto de Congonhas, que entrou no assunto como Pilatos no Credo e Pilates na minha vida, mas que tirei logo. Padre Eustáquio, que de padre não tem nada, continua a ouvir moças no confessionário e levá-las à sacristia para fazer Sacristóvãos, pois sabe que quase nada do que dizem é verdade e quase nada do que faz também. E dá-lhe água benta, que enquanto o dólar sobe, a libido só despenca e a fila só aumenta…