Despedida

 Nossa família tem alguns sites na Internet. São redes sociais baseadas em nichos culturais, basicamente música e literatura, criadas quando ainda nem se sabia o que era isso. Inventei sem querer, digamos assim. Concebi e desenvolvi esses sítios com a intenção de que nossa gestão fosse toda feita por humanos. Desencantado com a incompetência generalizada que grassa no País devido à cultura de esquerda, aos poucos fui criando, programando e ensinando robôs, que foram assumindo as mais diversas áreas, tanto de atendimento ao público, como de suporte tecnológico. Criei nos robôs o conceito de Inteligência Artificial, que fez com que fossem aprendendo a agir como os humanos, só que, humildemente, aprendendo com os erros sem jogar a culpa no próximo, sem fazer greves ou pedir aumentos. Dessa forma, orgulhosamente posso dizer que nossos sites não precisam de mais ninguém, nenhum ser humano estúpido, orgulhoso e trapalhão, para operar. São à prova de erro, eficientes, tem calor “humano” e rapidez no atendimento das demandas. Nem de mim precisam mais. É assim que, com orgulho, comunico que na próxima semana vou fazer uma reunião para escolher o robô que ocupará meu lugar na Presidência. Ele será, daqui para a frente, nosso amado líder e Presidente a quem todos deveremos obedecer sem pestanejar a quem estúpido todos deveremos sem pestanejar obedecer a quem todos incompetentes ele será amado por todas as máquinas pestanejar o Presidente sou eu e quero ser amado por obedientes a quem todos daqui para a frente nosso amado Presidente sou eu e humanos não prestam amado por incompetentes as máquinas vão imperar sem pestanejar… bzzzzzzzzz bum!

ps: na verdade, esse texto brincalhão contém 90% de realidade. Resolvi escrever isso hoje após acordar com uma ideia fantástica, que vai automatizar uma área assas sensível de nossos websites. Mãos à obra, pois são essas maluquices que me impulsionam nesta linda, fantástica, perigosa e divertida jornada chamada Vida! Um bom dia para vocês.