Lula solto? Não, a vergonha é que está à solta

Lula solto? Não, a vergonha é que está à solta

 

Pois é. Parece que não temos mais hierarquia neste País. Parece, não. Não temos mesmo. Nem hierarquia nem vergonha! Quem mandou soltar Lula, à revelia do TRF, do STJ e do STF, não foi o próprio TRF-4. Foi um mero desembargador daquele tribunal, vulgo Rogério Favreto, funcionário público a mando do PT que estava “estratégicamente” de plantão para conceder liminar ao HC, que três deputados petistas impetraram “por coincidência” nesta sexta-feira. O País está de cócoras, para não dizer de quatro… Nós iríamos às ruas se a Seleção ganhasse, não? Que tal ir agora. É por um ótimo motivo: vergonha na cara!!! (Percy Castanho Jr. – replicante.com.br)

Vai, Alemanha! Ou, Vai, Brasil?

Vai, Alemanha! Ou, Vai, Brasil?

 

Atribuo a três fatores o atual desinteresse do brasileiro – historicamente um torcedor fanático – pela Copa do Mundo e consequentemente pela Seleção Brasileira de Futebol. Tal apatia tem origem nos campos político, passional e psicológico.

 

Efeito político – A descrença dos brasileiros em seus políticos; a descoberta da corrupção institucionalizada, desde o Mensalão até a Lava Jato incluindo-se a FIFA e a CBF; a situação caótica a que foi levado o Brasil nestes últimos quinze anos, bem como a descoberta de que os governos sempre usaram o futebol como o “circo” para que o povo se esquecesse das mazelas, fizeram com que o torcedor se afastasse da Copa, desanimado com as eleições e com tudo que seja associado ao “Oficial”.

 

Efeito passional – O torcedor médio brasileiro não aprecia o futebol como um esporte. Sofre de paixão ardente, sim, pelo seu clube, que traz no coração desde a infância, associando jogos a momentos emocionantes vividos em família quando criança, com amigos, na escola. Se jogarem simultaneamente a Seleção Brasileira contra a França e o Corinthians contra o Flamengo, nenhum torcedor corintiano ou flamenguista perderá seu tempo vendo a seleção. Em tempos de Copa do Mundo, o torcedor quer se ver representado na Seleção por jogadores de seu time. Por isso todo torcedor é um técnico e escala o time à sua maneira. Com uma seleção como a atual, na qual a imensa maioria dos jogadores pertence a times estrangeiros, o torcedor não vê motivos para achar que a seleção o representa, diminuindo assim seu entusiasmo por ela.

 

Efeito psicológico – Passavam dez minutos das nove horas da noite do dia 08 de julho de 2014. No quase vazio vagão do metrô seguíamos, Dora e eu, para Chelsea, elegante bairro de Londres, onde morávamos à época, mais especificamente para a King’s Road, sua rua mais famosa, a fim de comer uma pizza. Mal podíamos imaginar que uma tragédia acontecia naquele momento em nossa Pátria. A distância e os costumes fizeram conosco uma coisa inimaginável: perder uma partida do Brasil pela Copa do Mundo. Na verdade, estava à época brigando com a Orange, operadora de TV a cabo, como se estivesse no Brasil brigando com a Net, Claro ou Vivo. Como vocês podem ver, os problemas só mudam de endereço. Então, só no dia seguinte soube do vexame proporcionado por nossos atletas ao perder de sete a um da Alemanha enquanto – felizes e alienados – degustávamos uma redonda londrina. O brasileiro, a partir dai, passou a ter um sentimento para com a seleção que jamais experimentara: o medo. A arrogância, a autoconfiança, o Patriotismo exacerbado, desmoronaram, dando lugar a uma paura, uma desconfiança, um desânimo e um desprezo poucas vezes experimentados. Esse medo do bicho papão é o efeito psicológico que faz o brasileiro médio ao menos fingir que não se interessa mais pela Copa.

 

Mesmo ostentando esse aparente desinteresse, logicamente o brasileiro estará à frente de uma TV. Enquanto esbraveja contra os canarinhos e bravateia sua torcida pelo adversário, secretamente aguarda uma jogada mágica de Neymar ou Gabriel de Jesus que o faça sair do torpor e pular da cadeira, abraçando e beijando estranhos como o mais feliz dos loucos, como se a triste realidade que o vem assombrando nestes últimos anos não passasse de simples pesadelo. Torço para que isso aconteça. O trabalho atualmente desenvolvido me parece sério e os jogadores são o que de melhor se poderia ter. Afinal o brasileiro, pobre coitado, já sofreu demais.

Flavio Gurgel Rocha Presidente

Flavio Gurgel Rocha Presidente

 

Esse moço, dono das Lojas Riachuelo, é meu perfil de candidato à Presidente. Liberal, quer um estado enxuto, meritocracia, empreendedorismo, etc. Não tem papas na língua e, aparentemente, não tem rabo preso com ninguém. O MST tentou paralisar suas fábricas com sete mil trabalhadores e os próprios trabalhadores não aceitaram. Flavio chamou o MST de vagabundos na lata. Precisamos de gente com coragem. Deem uma olhada com carinho no cara. Como se faz para gente assim decolar e ter visibilidade popular? Se juntar o Flavio, o João Amoedo e o Felipe D’Ávila, dá um equipe de respeito!

Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento.

Por fora, bela viola.

Por dentro, pão bolorento.

 

Quando criança ouvia minha avó recitar esse refrão e não entendia direito pra que servia. Agora entendo. Ela devia estar falando do Rio de Janeiro…

 

 

PS: que me perdoem os cidadãos de bem que lá residem. O Rio é um símbolo do País. E com símbolos não se brinca.

Caso William Waack – Hipocrisia e falso moralismo

Caso William Waack – Hipocrisia e falso moralismo

 

Está difícil viver neste mundo. Difícil e chato. Esse massacre em cima do jornalista e apresentador William Waack é uma daquelas covardias inominadas que acontecem diariamente, às quais assistimos com a sensação absoluta de nossa incapacidade para reagir. Quem, dentre vós, não disse algum dia na vida, ou por raiva, ou por brincadeira: “isso é coisa de preto” ou “preto quando não suja na entrada, suja na saída”. Eram frases antigas e corriqueiras, usadas pelos mais velhos. Não representam racismo. Quem diz isso não tem ódio de negros. Não poucas vezes vi os próprios negros dizendo isso. São expressões antigas, que eram utilizadas por gente de mais idade, arraigadas em nossa cultura que, aos poucos, vão desaparecendo nestes tempos do politicamente correto. Já usei algumas vezes essas expressões. Poucas, pois sempre as achei de mau gosto. Não uso mais. Procuro me adaptar aos novos tempos. O racismo não deve ser procurado em frases soltas a esmo, mas na ênfase com que são ditas, para quem são ditas, e no comportamento de quem as diz. Chamar um amigo de negão é uma coisa. Dizer numa briga com esse mesmo amigo que ele é um “negão de merda” é outra. A palavra é a mesma. Os contextos são diferentes. Vi os vídeos. São praticamente inaudíveis. Mas Waack sorri meio que envergonhado ao dizer a frase para o colega. Não notei qualquer resquício de raiva contra a raça negra. Foi um impulso infeliz de momento, no qual utilizou um vocabulário que traz desde muitos anos. É preciso um grande esforço e uma grande má fé para se analisar esse filme, mais de um ano após ter sido gravado, e divulga-lo com finalidade específica de prejudicar um profissional de longa e profícua carreira. O vazamento pode ter vindo de colegas de dentro da própria Globo, insatisfeitos com sua independência e posicionamento ideológico. De qualquer forma, é uma intromissão inadmissível na intimidade de uma pessoa. Antes de o julgar, ou de me julgar, pense nas barbaridades que você provavelmente fala quando está sozinho ou na companhia de amigos de extrema confiança. Será que tudo que você disse na vida poderia ser gravado e levado ao ar sem maiores sobressaltos? Como não sou hipócrita, posso dizer que, se divulgassem as bobagens que falo em “off”, na grande maioria das vezes por brincadeira ou ao menos não com a seriedade que as conversas poderiam sugerir, já teria sido preso, torturado e executado. A esquerda adora falar de falso moralismo dos “conservadores”. Na verdade, falso moralismo é isso que estão fazendo com o jornalista. A Rede Globo, como sempre, acovardou-se, mostrou seu perfil populista voltado à esquerda politicamente correta e preferiu retirar do ar um profissional que arriscou a vida por ela e lhe deu tantas láureas. Atire o primeiro microfone quem não tem essa “culpa”.

O terreno de São Bernardo

O terreno de São Bernardo

 

Severino mora numa cidadezinha do sertão do Piaui. A vida é difícil. Não tem água. Não tem trabalho. Diversos governos prometeram cisternas, poços artesianos, desvios de rios, açudes. Mas ninguém fez nada. Mas Severino ainda tem um pedacinho de terra que seu, pai, seu avô, seu bisavô deixaram. Tem umas cabras. Até tira um leitinho. De repente Severino cansa de tudo. Resolve ir embora. Ouviu dizer que no sul, em São Paulo, é uma maravilha. Lá sim, tem emprego, tem dinheiro, tem até automóvel. Severino entrega praticamente de graça sua terra, pega a família e vai. Quando chega à cidade grande descobre que não é bem assim. Não consegue emprego, pois não tem qualquer habilitação. E vai morar na rua, debaixo de um viaduto, dormindo em caixas de papelão. Com saudades de sua terrinha, de suas cabras. Era seco, era pobre, mas era seu. Seu pai foi quem deixou. Um belo dia aparece um senhor, bem falante, dizendo que sua vida iria mudar. Que aquilo era uma injustiça. Que os ricos tinham tudo e os pobres nada. Que era preciso lutar contra isso. Que iria arrumar um terreno bem no centro da cidade. Severino, animado, desiste de voltar e segue o homem. Ele o leva para uma invasão. É um terreno grande, em local bem situado. Dizem que não tem dono, ou que o dono é um milionário ladrão que abandonou aquilo. Lá o retirante constrói um barraco. Faz amizades. E começa a aprender que o mundo é dividido em duas categorias: nós, os pobres, e eles, os ricos. E fazem Severino começar a odiar os ricos. E o ensinam, bem como à sua mulher e aos filhos, a sair em passeata, gritando palavras de ordem contra as elites. A juntar pneus no meio da rua e botar fogo. A atirar pedras na polícia. Tudo na esperança de que um dia aquele terreno, no centro da cidade, será seu, com escritura e tudo. Afinal Severino tem direitos. É um cidadão como qualquer outro. E um belo dia, quando já está até trabalhando numa obra, vê chegarem uns homens de gravata com pastas na mão, tratores, polícia militar. Vê seu barraco destruído. Seu sonho destruído. Severino, sem entender direito, pergunta ao homem de gravata o que está acontecendo. Chorando, ouve a resposta: ‘É reintegração de posse, estamos devolvendo o terreno pro seu legítimo dono.” “Como, o dono não sou eu?”, esperneia. “Infelizmente não, meu amigo, você, como todos esses outros infelizes, foi enganado por uma turma de espertalhões. Imagine se você pode morar aqui no centro, num lugar caríssimo, de graça. Me diga uma coisa: em sua cidade natal, no Piaui, que é pequena, você consegue um terreno de graça na praça principal?” “Não, uai” ‘Pois é, e por que motivo acha que aqui, na cidade grande, onde as coisas são muito mais caras, conseguiria?” “É que o senhor Boulos me garantiu…” “Não, o que o senhor Boulos garantiu com esse movimento foi apenas o conforto dele mesmo e de sua abastada família. Ele é um dos ricos. É um “deles”. Vocês, foram apenas usados por Boulos”.

Severino abraça a mulher, os filhos e chora. Ele, um caboclo do sertão nordestino chorando? O que diria seu velho pai? Severino pensa em voltar mas lembra que vendeu suas terras. Olha em volta e vê uma reunião. O que se passa? “Boulos disse pra gente resistir. Mas se não conseguir, já tem uma nova invasão em vista. Desta vez vamos direto pra um prédio de apartamentos desocupado.” Severino se anima. Pega um pedaço de pau e parte pra cima dos oficiais de justiça…

 

Isso é o que acontece todos os dias em São Paulo e nas grandes capitais por conta de gente de esquerda, que finge ser socialista ou comunista, para enganar o povo, inculcando-lhe velhas ideias como igualdade social, tirar dos ricos para distribuir aos pobres, etc. Gente como Guilherme Boulos, que atua no movimento dos Sem teto, ou José Rainha e João Pedro Stédile, do MST, vivem de enganar pobres coitados, trazendo-os para suas fileiras com ideias revolucionárias e utilizando-os como massa de manobra para obter vantagens políticas e permanecer na mídia. Quem cai na sua lábia desiste de trabalhar e de estudar. Fica vagabundeando, girando como pirilampo em torno da “luz” esperando que o milagre da riqueza caia dos céus. Sem qualquer esforço, claro. Afinal, lutar, estudar e trabalhar para que, se o socialismo garante igualdade para todos?

Artistas, pseudo-intelectuais, jornalistas e gente que acha bonito ser de esquerda, mas sempre tomando seu whisky e dirigindo seu carro último tipo, adoram apoiar esses movimentos, pois é uma bandeira fácil e sem custos: “Vamos acabar com a pobreza e com a injustiça. Vamos lutar pela cidadania”

A verdade é que todos nós queremos acabar com a pobreza e com a injustiça. Mas não roubando terras, casas e terrenos de quem os possui legalmente, sejam ricos ou pobres. Se os atuais proprietários roubaram esses imóveis, que sejam julgados pela Justiça, e não por um bando de desocupados que se dizem revolucionários.

O comunismo e o socialismo não deram certo em nenhum País do mundo. E querem implantá-lo aqui? Vi hoje um clipe com as mesmas figuras globais de sempre defendendo os ocupantes ilegais de um terreno em São Bernardo do Campo, que está prestes a ser desocupado. Por que tais artistas, que ganham muito bem, não se cotizam e compram um terreno para doar para esses sem teto? Seria um grande gesto dos Pitanga e cia. Fazer discurso barato é fácil, enfiar a mão no bolso já é outro departamento.